POR UM NOVO BRASIL SEM PT?

10 Janeiro 2006

A MÍDIA ESCONDE, A GENTE MOSTRA

O Blog Amigos do Presidente Lula recebeu está bomba do amigo, Marcelo H. Laranjeiras, eu faço questão de publicar aqui. O link a seguir leia aqui é uma bomba !
Caixa dois de FURNAS o Dimasduto.


José SerraPSDB-SP7.000.000,00

Geraldo AlckiminPSDB-SP9.300.000,00

http://www.porumnovobrasil.org/web/

http://www.amigosdopresidentelula.blogspot.com/

08 Janeiro 2006

Carta Capital:

Valerioduto tucano foi maior

Os tucanos mineiros Aécio Neves e Eduardo Azeredo
Na sua primeira edição do ano, a revista semanal Carta Capital destaca a autenticidade pela Polícia Federal (PF) do documento que estima em R$ 100 milhões os gastos do ex-governador tucano de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, em 1998. O “resumo da movimentação financeira” está dividido em 11 tópicos. O primeiro deles relata que só a SMP&B e a DNA, agências do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, teriam movimentado R$ 53,8 milhões em favor do comitê de Azeredo. Uma parte substancial, quase R$ 11 milhões, teria sido desviada de empresas públicas ou recém-privatizadas à época, entre elas o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), a Cemig, a Copasa e a Loteria Mineira.A matéria, assinada por Sergio Lirio, informa que o senador tucano Eduardo Azeredo terá de apresentar à CPI dos Correios novas e mais convincentes explicações sobre o tamanho do caixa 2 de sua campanha à reeleição ao governo de MG e sobre o quanto se envolveu diretamente na arrecadação. Entre o Natal e o Ano-Novo, contrariando as tentativas do PSDB de desqualificar a papelada entregue pelo lobista Nilton Monteiro no início de dezembro último, o Instituto de Criminalística da PF concluiu não haver indícios de fraude no principal documento repassado por Monteiro aos delegados em Brasília, três páginas que detalham as supostas fontes e os supostos destinatários de cerca de R$ 100 milhões angariados entre empresas públicas e privadas. A maior parte sem declaração ao Tribunal Regional Eleitoral.O documento é assinado e rubricado por Cláudio Mourão, secretário de Administração de Minas Gerais durante o mandato de Azeredo e ex-tesoureiro da malsucedida campanha à reeleição. Segundo o laudo da PF, a assinatura e as rubricas são verdadeiras. Os peritos concluíram também que não existem sinais de fraude ou montagem na seqüência das páginas, registradas por Nilton Monteiro em um cartório de Belo Horizonte em meados do ano passado, conforme noticiou a Folha de S.Paulo em 29 de dezembro.As empresas públicas, segundo Mourão, patrocinariam o "Enduro da Independência" - uma competição esportiva bancada pelo governo estadual. Em vez de aplicar os recursos na organização do evento, as empresas de Marcos Valério teriam desviado a maior parte dos valores para a campanha do governador.EstataisPara provar o desvio, Monteiro anexou ao “resumo” a programação de gastos de divulgação e organização do evento que, afirma, lhe foi repassada por Mourão. Os gastos ficaram bem abaixo da milionária conta final. Da papelada em poder da PF constam ainda cálculos do contador das empresas de Valério sobre os impostos relativos à movimentação financeira do Enduro. A partir dos cálculos contábeis, deduz-se que a organização do evento movimentou os cerca de R$ 53 milhões relacionados na primeira página do documento analisado pelos peritos federais.Outra parte das contribuições ilegais teria vindo de companhias privadas, principalmente empreiteiras como a Queiroz Galvão, a Erkal, a CBN e a Tercam. O documento não especifica a quantia. Dos quase R$ 100 milhões supostamente arrecadados, apenas R$ 8,5 milhões foram declarados oficialmente pela campanha de Azeredo.O publicitário não reconhece a movimentação. Por meio da assessoria de imprensa, Marcos Valério informou a revista que prestou às comissões parlamentares de inquérito (CPIs), ao Ministério Público (MP) e à PF todas as informações a respeito e que não havia nada a acrescentar.Em depoimentos às CPIs, tanto Valério quanto Cláudio Mourão sustentaram versão semelhante: o empresário teria obtido no Banco Rural R$ 11 milhões em empréstimos e repassado à campanha de Azeredo. A garantia dos financiamentos vinha de contratos das agências DNA e SMP&B com órgãos do governo estadual. Os valores não foram declarados à Justiça eleitoral. Azeredo não reconhece a dívida. As empreiteiras negam as doações.O documento indica ainda uma outra fonte e um dos supostos destinatários do caixa 2. A fonte seria o empresário Clésio Andrade, hoje vice-governador de Minas Gerais, candidato a vice na chapa de Azeredo e então sócio de Valério. Andrade teria doado por fora R$ 8,25 milhões à campanha. Ele nega a doação.
Lista com 140 nomesO receptor teria sido o atual ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, então candidato a deputado federal. Segundo o documento, ele recebeu R$ 24,6 milhões, que teriam sido usado para fazer "pagamentos de despesas diversas". Ele também nega a informação.Segundo a Carta Capital, nas páginas seguintes, entretanto, o documento contêm uma lista extensa de políticos de diferentes partidos supostamente beneficiados financeiramente pelo comitê de Azeredo. Parte desta relação havia sido entregue pelo próprio publicitário ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em agosto do ano passado. As circunstâncias em que o parlamentar recebeu a lista - na garagem do Congresso e sem aviso aos demais membros da comissão -, entretanto, custaram o posto de vice-presidente da CPI da Compra de Votos.A lista, aparentemente completa, traz o nome de 140 políticos. Por ordem, os partidos que mais teriam recebido auxílio foram o PTB (R$ 1,153 milhão), o PFL (R$ 1,364 milhão), PT (R$ 880 mil), o PPB (R$ 720 mil) e o PSDB (R$ 647 mil). Ao todo, os candidatos teriam recebido R$ 10,8 milhões. Entre eles, o atual governador de Minas, Aécio Neves, então candidato a deputado federal.A revista pondera que apesar da confirmação da rubrica e da assinatura de Mourão, a lista de destinatários do caixa 2 é a parte mais controversa da documentação. Não há datas nem o detalhamento de como os recursos foram repassados.
Da Redação Com Carta Capital

03 Janeiro 2006

Denúncia


Denúncia
Suspeita de fraude na AL
Delegado investiga existência de dez ‘laranjas’ que repassariam salários a sobrinho do presidente


03/01/2005
Pedro Palazzo Luccas
Da editoria de Política

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Derccap) instaurou ontem inquérito policial para apurar a existência de cerca de dez funcionários fantasmas na Assembléia Legislativa, cujos salários seriam repassados para Wendel Carlos de Almeida, sobrinho do presidente da Casa, deputado estadual Samuel Almeida (PSDB). Os fantasmas teriam sido escolhidos entre os fiéis da Igreja Assembléia de Deus Ministério Fama. O delegado Luziano Carvalho recebeu a denúncia anônima com detalhes do esquema, que conferem com depoimentos de quatro testemunhas. Samuel se pronuncia sobre o caso em coletiva, às 10 horas de hoje, na Presidência da Assembléia.

Os salários dos funcionários fantasmas variavam entre R$ 3,5 mil e R$ 7,5 mil e eram pagos, por meio de ordem de pagamento, em agências do Banco Itaú, na Assembléia, no Setor Fama e no Setor Urias Magalhães, entre outros. O esquema teria durado oito meses – de março a novembro. As quantias, em espécie, eram entregues nas mãos de Alcidinei Costa Rocha, o Nei, motorista da família Almeida, e repassadas por ele a Wendel. Uma das testemunhas confirmou, anonimamente, o conteúdo da denúncia à TV Anhangüera. A testemunha depôs ontem.

“Em depoimentos tem que se confiar de forma limitada, mas, por ser espontâneo, natural, com riqueza de detalhes e se tratar de pessoas cristãs, achei por bem abrir o inquérito.” O delegado pretende ouvir Wendel às 9 horas de amanhã. “Ele é a chave do esquema.” Luziano diz que não pode afirmar se a origem do dinheiro é a Assembléia, mas sabe que o pai de Wendel e irmão de Samuel, pastor Abigail Carlos de Almeida Filho, foi diretor financeiro da Casa.

Uma das depoentes, Julilene Pires Farias, foi empregada na casa da família Almeida (Wendel mora com o pai). Segundo ela, Wendel pediu-lhe dados pessoais para que depositasse R$ 200, que ela pensou ser acerto pelos serviços prestados. No nome dela foi adquirida ambulância, a serviço da Secretaria de Saúde, que tem entre o quadro de funcionários do Departamento de Transportes Weuler Carlos de Almeida, irmão de Wendel. “Ela não teria condições de comprar ambulância”, diz o delegado.

A Polícia Civil apurou que um dos membros da família movimentou a conta bancária de Julilene, cuja numeração é 10818-4 na agência 4423. Constava em 11 de novembro um depósito no valor de R$ 3.636,56, referente ao pagamento pela quilometragem da ambulância. A quantia teria sido repassada para Wendel, assim como o pagamento dos funcionários fantasmas da Assembléia Legislativa.

O(s) denunciante(s) denomina(m) a operação de Sodoma e Gomorra, em referência a duas cidades citadas na Bíblia e onde a promiscuidade reinava. No relato bíblico, consta que Deus mandou chover enxofre para destruir as cidades. Luziano diz que o texto da denúncia tem influência bíblica, e pode se tratar de laranjas insatisfeitos com o suposto esquema. Luziano ouviu depoimentos de Nei, Julilene, Sérgio de Jesus Rodrigues e Rachel do Carmo Silva – esta diz que trabalhou na Assembléia.

Outras pessoas que, segundo Nei, teriam movimentado dinheiro: Jonatas Reis e a mulher dele, Cristina; Jessé, parente de Jonatas; Leidiane; e José da Paixão. Ele diz que o dinheiro foi repassado em mãos a Abigail Filho também. Nei afirma que laranjas receberiam de R$ 150 a R$ 300 pelo serviço, mas Rachel nega ter recebido qualquer quantia.

Como funcionaria o esquema


Como funcionaria o esquema




1. Wendel Carlos de Almeida buscava nos arquivos da igreja pessoas que poderiam atuar como laranjas, servindo como funcionários fantasmas da Assembléia

2. Nei, funcionário da família Almeida, levava os laranjas às agências para retirarem, por meio de ordem de pagamento, os salários

3. Nei entregava o dinheiro, em espécie e dentro de pacotes, nas mãos de Wendel

4. Wendel abriu conta para Julilene e comprou, no nome dela, ambulância que ficaria a serviço da Secretaria de Saúde

5. A ambulância estava cadastrada na Secretaria de Saúde. O pagamento do serviço de transporte, por quilômetro rodado, era depositado na conta de Julilene

27 Dezembro 2005

Peço licensa ao meu amigo Oni, mas isto tem que ser publicado em todos os blogs, que não fazem parte da mídia e da oposiçõa safada.

Gastos Públicos: a União já comprou cachaças, minhocas, chicletes...

http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1281

Você, caro leitor, já imaginou a União comprando 24 garrafas de cachaça ou 47 toneladas de minhocas!? Pois, então, acredite nessa possibilidade...As despesas são consideradas legais, ainda que possamos questioná-las quanto à prioridade. É certo que, mesmo com a eliminação desses dispêndios, não influenciaríamos no superávit fiscal ou na realização de importantes ações sociais. Mas, tais gastos causam espanto e demonstram que ainda existem "gorduras" no setor público.Aí você já pensa no "barbudo" saboreando os charutos, bebendo da cachaça ou usando as minhocas em suas pescarias, certo? ERRADO!!! Saiba você que estas "despesas" foram realizados na sua maioria, por FHC.As cachaças foram compradas em 1995, pelo Comando Militar do Leste (e depois ainda tem coragem de chamar o Presidente de Cachaceiro, nesses sites de extrema direira). As minhocas, adubaram os jardins do Superior Tribunal de Justiça em BrasíliaOs gastos apresentados aconteceram em vários anos, de 1995 a 2005, portanto em diversos governos ("diversos" o cacete, pois de 1995 em diante, fomos desgovernados pelo PRÍNCIPE DAS ASTÚCIAS).Na prática ocorreram porque algum burocrata, amparado por definições abrangentes dos "programas" e "ações governamentais" julgou-se no direito de adquirir esses itens, supostamente em favor da operacionalização do serviço público.Em 1995, dados oficiais do governo mostravam uso de verba do Fundo Social de Emergência para a compra de goiabada cascão e para pagamento de frete para o transporte de cristais oferecidos como presente ao presidente Bill Clinton (USA). Tais fatos mostraram que as despesas não eram sociais, nem de emergência. As denúncias levaram o governo a mudar o nome do Fundo.O Contas Abertas selecionou ainda outras "pérolas" para divertir os internautas nesses dias festivos. Vejam alguns exemplos de empenhos orçamentários oficiais clicando no item desejado:CLIQUE AQUI Nos últimos anos, o Tribunal de Contas da União (TCU), vem ampliando seu raio de atuação, fiscalizando não apenas a legalidade do gasto como também a sua qualidade ou prioridade.Recentemente o TCU condenou os desvios de utilização da CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – aquela que pagamos quando abastecemos os nossos veículos a gasolina ou a díesel – que tem sido aplicada em várias finalidades diferentes da sua destinação legal. Recursos exclusivamente destinados à infra-estrutura de transportes, a projetos ambientais e para subsídiar preços, estão sendo empregados em pagamentos de pessoal, xícaras, camisetas para coral, diárias, almoço de conselheiros, copeiragem, festividades e homenagens, aquisição de porteiro eletrônico, recarga de extintores, etc.Um fato positivo é que o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), registra todas as "compras", permitindo que as mais estranhas sejam descobertas e eventualmente questionadas. O fato negativo é que, já há alguns anos, certos burocratas vem omitindo, no SIAFI, a descrição minuciosa dos itens adquiridos. A Controladoria Geral da União (CGU) e o TCU devem evitar que isso ocorra, impedindo a desejada transparência. Ao que se saiba, ninguém nos últimos anos foi punido, quer por comprar indevidamente, quer por esconder o que comprou.Os exemplos apresentados pelo Contas Abertas são de certa forma anedóticos e com valores insignificantes frente aos dispêndios globais da União. Os ordenadores de despesa, porém, devem ficar atentos pois o Contas Abertas estará fiscalizando esses lançamentos esdrúxulos, com a expectativa de contribuir para o necessário aprimoramento da qualidade e da prioridade dos gastos públicos.
Fátima Xavier
Do Contas Abertas
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/

23 Dezembro 2005

Lula inaugura obras no Aeroporto de Congonhas



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Aeroporto de Congonhas para inaugurar as obras de ampliação da sala de embarque e quatro pontes de embarque do aeroporto. O presidente chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, e dos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Fernando Hadad (Educação), Luiz Marinho (Trabalho) e Matilde Ribeiro (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Participam também do evento o presidente da Infraero, Carlos Wilson, o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, o secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, e o vice-prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, entre outras personalidades.


Além dessas obras, está prevista uma nova etapa de modernização do aeroporto, com a entrega de um edifício-garagem, que aumentará a capacidade de estacionamento das atuais 1.200 vagas para 3.400 vagas, sendo 2.550 cobertas e 850 não-cobertas.


O presidente da Infraero destacou que as obras de Congonhas fazem parte de um amplo plano de investimentos da Infraero para dotar o País de uma moderna infra-estrutura aeroportuária, incrementando as relações comerciais e o turismo.


O governo federal já investiu na melhoria dos aeroportos brasileiros cerca de R$ 1 bilhão em 19 obras. Deste total, foram aplicados R$ 460 milhões neste ano. As obras em Congonhas contam também com a parceira da Prefeitura de São Paulo.

21 Dezembro 2005

Brasil quer antecipar saída do Clube de Paris


Assim como fez com o FMI, governo pretende pagar saldo de US$ 2,5 bilhões com credores antes do prazo

O governo quer antecipar para 2006 a liqüidação de sua dívida com o chamado Clube de Paris, grupo de credores que, nos anos 80, renegociou uma parte dos compromissos externos do Brasil.
A decisão foi anunciada pelo ministro Antonio Palocci (Fazenda) durante a reunião ministerial conduzida anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda não foi definida uma data em que essa antecipação será feita. Segundo documento divulgado pelo Palácio do Planalto com os principais assuntos abordados na reunião ministerial, "o ministro [Palocci] anunciou que as obrigações do país com o Clube de Paris serão quitadas em 2006".
A medida atinge uma dívida de US$ 2,575 bilhões que o Brasil tem com o Clube de Paris e que terminaria de ser paga em 2007. Ao antecipar o pagamento para o ano que vem, o governo dá mais um passo para melhorar o perfil de seu endividamento externo.
Na semana passada, o Ministério da Fazenda já havia informado que decidira antecipar o pagamento de toda a dívida do país com o FMI (Fundo Monetário Internacional) -algo em torno de US$ 15,5 bilhões. Na reunião ministerial de anteontem, a medida foi citada por Palocci como um dos pontos positivos alcançados pelo governo na área econômica.

Peso simbólico
A quitação antecipada da dívida com o FMI representará uma economia de cerca de US$ 900 milhões que seriam pagos em juros entre 2006 e 2008. Mais importante do que isso, porém, é o peso simbólico que a decisão pode ter, já que o governo poderá entrar em 2006, ano de eleição, com o discurso de que o país já não deve mais nada ao Fundo.
No caso do Clube de Paris, o significado da antecipação é ainda mais simbólico, pois, economicamente, o Brasil já deve pouco a esses credores. Os US$ 2,575 bilhões que o país deve a esse grupo representam pouco mais de 2% da dívida externa do setor público, que em setembro estava em US$ 111,580 bilhões.
Além disso, o cronograma original de pagamentos já previa que a dívida com o Clube de Paris seria quitada em menos de dois anos -com pagamentos de US$ 1,704 bilhão em 2006 e de US$ 250 milhões em 2007, além de US$ 621 milhões ainda neste ano.
Apesar do valor relativamente baixo desses compromissos, a sua quitação ajuda o Brasil a se livrar de resquícios da época da moratória da dívida externa. Alguns analistas dizem que o calote dado pelo país nos anos 80 é motivo, até hoje, de desconfiança dos investidores internacionais.
O argumento é discutível, já que muitos países declararam moratória há poucos anos e hoje já têm acesso aos mercados internacionais -a Rússia, por exemplo, deu um calote em 1998, e, hoje, as agências de classificação de risco já dão ao país uma nota melhor que a concedida ao Brasil.
Ainda assim, o fato é que, até hoje, o Brasil está pagando dívidas que começaram a ser renegociadas há mais de 20 anos. É o caso, por exemplo, dos "bradies", títulos emitidos pelo país em 1994 depois de vários anos de negociações com os credores.

Argentina iniciou reuniões em 1956

O Clube de Paris é uma organização informal que reúne credores que aceitaram renegociar as dívidas de países em dificuldades financeiras.
O primeiro encontro do grupo foi realizado em 1956, ano em que a Argentina marcou uma reunião na capital francesa para negociar com seus principais credores.
Desde então, 81 países já recorreram ao Clube de Paris, que possui 19 membros permanentes -como Estados Unidos, Japão e Alemanha.
O Brasil firmou seis acordos com esse grupo, sendo que o primeiro deles foi fechado em 1961.
A dívida atual do país com o Clube de Paris teve origem em 1983, época em que o Brasil enfrentava dificuldades para equilibrar suas contas externas.
Nessa primeira fase, o governo brasileiro renegociou uma dívida de US$ 3 bilhões que tinha com 16 países membros do clube.

Prorrogações
Mesmo após o acordo, o país continuou enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos, e foram necessárias três prorrogações do plano acertado inicialmente com o Clube de Paris. A última delas ocorreu em 1992, quando foram renegociados débitos de US$ 10 bilhões.
Existem fortes pressões da comunidade internacional para que o Clube de Paris perdoe a dívida de países pobres.
O Clube de Paris, por sua vez, exige que os países que queiram renegociar suas dívidas se submetam a programas de reformas sugeridos pelo Banco Mundial e pelo FMI.
De 1983 para cá, o Clube de Paris já renegociou, com seus vários devedores, compromissos no valor de US$ 500 bilhões. Neste ano, recorreram ao grupo países como a República Dominicana, Nigéria e Honduras.


16 Dezembro 2005

ACM será processado por 24 desembargadores baianos



Vinte e quatro dos 30 desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) decidiram processar o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que em discurso na terça-feira (13), no Senado, falou sobre a “desmoralização da Justiça baiana”, ao se referir à eleição para a presidência do TJ no último dia 2. Os magistrados contrataram o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Fernando Neves para atuar no caso.

A informação foi divulgada hoje pela assessoria do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra. O discurso de ACM provocou a ira dos desembargadores. O senador baiano atacou o presidente do TRE e o arquiteto Fernando Frank, além da desembargadora Aidil Conceição, embora tenha omitido o nome dela no discurso. Conceição teria devolvido um anel de brilhante que recebera de presente do arquiteto em troca de voto ao candidato vencedor do pleito no TJ, Benito Figueiredo. Ele pediu à presidência da Casa que o caso fosse encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça.

A denúncia de fraude na eleição circulou através de internet domingo passado, sugerindo a existência de novos grampos ilegais na Bahia. Segundo a denúncia anônima, baseada em uma ligação telefônica, vários desembargadores teriam sido presenteados por Frank. No dia 2 de dezembro, o irmão de ACM, desembargador Eduardo Jorge Mendes de Magalhães, perdeu a eleição para presidente do TJ baiano.

“Aqui está a gravação e os responsáveis”, afirmou ACM, no seu discurso. “Um se diz dono da Justiça baiana, que é o desembargador Carlos Cintra. É o diálogo de um corruptor com o irmão do desembargador Carlos Cintra, sobre a eleição no Tribunal. Mas, se quiserem ainda outra prova, o Conselho vai ter. Está aqui: a desembargadora e o corruptor e a carta da desembargadora que recebeu o anel de brilhantes no dia 29. O corruptor foi à sua casa para ter o voto e teve. E ela, então, só depois que saiu esse escândalo, devolveu o anel que recebeu do corruptor Fernando Frank”, atacou ACM.
Justiça baiana processará ACM que avisa Querer briga



Numa reação ao discurso de terça-feira no Senado, em que o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) classificou a Justiça baiana de "prostituída" e acusou juízes de receberem presentes, inclusive apartamentos do construtor Fernando Frank para eleger Benito Figueiredo, o novo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, 24 dos 30 desembargadores do TJB decidiram processar ACM no Supremo Tribunal Federal.

O principal alvo de Magalhães, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra (que há seis anos iniciou um movimento de independência do Judiciário em relação ao PFL) informou que também pretende processar o jornal Correio da Bahia, de familiares de ACM, em função da publicação de várias matérias consideradas por ele ofensivas.


A crise foi detonada pela divulgação no Correio, da transcrição de um telefonema "grampeado" onde Frank conversa com um irmão do desembargador Cintra, dias antes da eleição do TJB. Aparentemente, o construtor estaria cabalando votos para eleger Figueiredo (que acabou derrotando o desembargador Eduardo Jorge, irmão de ACM) e cita já ter conseguido a adesão de três desembargadoras.


Uma delas, Aidil Silva Conceição escreveu uma carta de próprio punho, publicada no jornal de ACM, devolvendo um anel de brilhantes que recebeu de presente de Frank. Com esse material, Magalhães fez um discurso duro, classificando a eleição no TJB como "o maior escândalo na Justiça brasileira" e pedindo apuração do Conselho Nacional de Justiça.


Cintra disse que "desta vez o senador extrapolou irresponsavelmente e o mais grave é ter se aproveitado do Senado Federal para denegrir a imagem do Judiciário baiano, chamando-o de corrupto, sem distinguir quem, colocando até o irmão dele no rol". Conforme ele, após tomarem conhecimento do discurso, 22 desembargadores se reuniram, consultaram mais dois colegas por telefone e decidiram contratar um advogado para processar ACM no STF. "Ele (Magalhães) vai ter que ir ao Supremo e dizer quais são aqueles que receberam presentes", declarou, informando ter recebido vários telefones de juízes do interior do Estado "incomodados com a situação, pois o sentimento é de indignação".


Na opinião de Cintra a reação de ACM é decorrente do processo de independência do Judiciário da Bahia. "Não esqueçamos que certa feita ele disse que o controle externo da Justiça no Estado não havia necessidade, pois ele exercia esse controle: como não exerce mais, deve estar incomodado". Cintra também vai pedir à Polícia Federal apuração rigorosa de mais esse caso de grampo na Bahia e aguarda um laudo técnico da empresa telefônica Vivo sobre a clonagem do seu próprio celular e o do diretor do T.R.E., fatos descobertos recentemente. O desembargador fez questão de assinalar não haver qualquer queixa da Justiça em relação ao governador Paulo Souto (PFL) que integra o grupo político de ACM. "Tenho certeza que o governador não concorda com essas declarações (de Magalhães)".


Pelo menos por enquanto, ACM não só mantém suas críticas como acrescentou outras. Disse ontem (16) que caso seja aberto processo no STF pretende provar as acusações de que a Justiça da Bahia é mesmo prostituída. "Espero com grande ansiedade que o TJB entre no grampo e no assunto do grampo: vou provar mais coisas", provocou, enfatizando: "O pai do nepotismo no Brasil é o Carlos Alberto Cintra". Para o senador "a justiça prostituída não significa que todos os juízes são prostitutos, mas uma grande parte é, e eu provo". A reação dos desembargadores é encarada como uma tentativa de censura. "Querer censurar o que eu falo no Senado? Nem (o presidente) Lula conseguiu ainda".

13 Dezembro 2005

Marcio Thomaz Bastos rejeita censura à imprensa

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse hoje que não pode haver censura à liberdade de imprensa no Brasil. Segundo ele, ao invés da proibição da divulgação de notícias, deve ser feito um controle posterior, ou seja, os eventualmente atingidos podem acionar os responsáveis na Justiça. "Não pode existir censura no Brasil. O controle tem de ser a posteriori. Você não pode impedir um jornal de publicar alguma coisa, o que você pode é responsabilizar o jornal depois que ele publica", afirmou.

Thomaz Bastos informou ainda que até quinta-feira deverá se reunir com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para conversar sobre as suspeitas de escuta na central de telefones da Rede Gazeta, do Espírito Santo. O ministro disse que é necessário que seja feita uma "forte apuração" das suspeitas. "Eu tenho absoluta convicção de que quem fez isso, se fez com fraude, se fez com má fé, se manipulou dados, como muitas vezes já aconteceu no Brasil, tem de responder por isso", afirmou.

11 Dezembro 2005

MÍDIA
Em entrevista à revista Carta Capital Lula abre o jogo

O Vermelho reproduz abaixo um trecho da entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à revista Carta Capital, edição de 7 de dezembro último. A íntegra da entrevista está na edição impressa da revista, o trecho reproduzido foi publicado no sítio da Carta Capital.

Em longa conversa, o presidente prevê crescimento acima de 5% em 2006, diz não ter decidido sobre a reeleição, espera disputa acirrada e aponta corte maior nos juros

Por Mino Carta

Janeiro de 1978, fui ao ABC de São Paulo para entrevistar o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, Luiz Inácio da Silva, o Lula. Ia com o repórter Bernardo Lerer e a longa conversa transformou-se em capa da revista IstoÉ , cuja redação eu dirigia.

Chamavam a atenção no entrevistado inúmeras, transparentes qualidades: Q.I. alto, autoconfiança, bravura, determinação, carisma. E belos propósitos e crenças. Tratava-se, claramente, de uma liderança nova, e insólita, para um sindicalismo conduzido, desde o nascimento, por pelegos.

Ainda assim, se Palas Atheneia, deusa da sabedoria, ou um profeta bíblico, soprasse em meus ouvidos que cerca de 28 anos depois entrevistaria Luiz Inácio Lula da Silva no gabinete presidencial do Palácio do Planalto, eu seria assaltado pelo espanto. Quanta vida em quase três décadas...

Percebi em Lula, na tarde remota de São Bernardo, uma natural agitação, própria de quem vive com intensidade, temperada pelo bom humor, também natural, e este, por sua vez, não desprovido de ironia. Saudável. No Planalto, na quarta-feira 7, encontrei o mesmo Lula, epidermicamente inquieto, porém sereno, e até alegre.

Tive a sensação de que, no topo da fulgurante ascensão, do ABC a Brasília, ele achou a mais exata serventia para seus humores genuínos, e os tornou instrumentos afiados do mister político. É o que colhi nos gestos contidos, na fala pacata, no sorriso, mesmo na hora das palavras fortes.

Algo mais senti. Primeiro, que a decisão quanto à reeleição ainda não foi tomada, de verdade. Segundo, que os juros vão cair de fato, e de forma mais pronunciada do que dão a entender as declarações entre aspas.

CartaCapital: Qual é o projeto que o PT trouxe para o governo e pretende continuar a aplicar?
Lula: O projeto estava escrito no programa do partido e eu acho que permanece muito atual, porque você não consegue aplicar um programa de transformação em quatro anos e, possivelmente, nem em oito. Mas nós tínhamos duas metas: fazer a economia voltar a crescer e diminuir a desigualdade. E fazer com que, pelo menos, eu cumprisse o prometido no discurso de posse. Ou seja, se, ao terminar o meu mandato, todos os brasileiros tomarem café da manhã, almoçar e jantar eu terei realizado um grande compromisso com o meu País. Acho que estamos conseguindo, se nós levarmos em conta o que encontramos. Se nós levarmos em conta nossa realidade e o que nós tivemos de consertar, acho que nós avançamos. Mesmo assim, se alguém disser que poderíamos ter avançado mais, dirá a verdade.

CC: Em que setores?
Lula: Por exemplo, quando decidimos fazer uma política de comércio exterior arrojada. Eu entendia que o Brasil tinha de sair pelo mundo para vender seus produtos. E fizemos tantas viagens quantas foram necessárias, os ministros fizeram, trouxemos governantes aqui, e percebemos que nós não tínhamos uma infra-estrutura preparada para esse crescimento da nossa política comercial. Entre o fim de 2003 e o começo de 2004, tomei uma decisão: os ministros, da Agricultura, Indústria e Comércio, Casa Civil, Fazenda, Transportes, e outros, iriam visitar os principais portos do País para ver como adaptá-los ao projeto. Naquele mesmo ano nós disponibilizamos cerca de R$ 176 milhões para adequar os portos à nova realidade. E essas coisas não andam como a gente gostaria. Você encontra problemas de obras erradas, problemas ambientais, problemas com o Ministério Público, problemas de gerenciamento. Agora mesmo terei uma nova reunião, com todo mundo que trabalha no suporte, para saber por que tudo não aconteceu como pretendíamos em novembro de 2003. Outro setor em que poderíamos ter avançado mais: rodovias. Pegamos as rodovias sem manutenção havia décadas. Dado grave, porque se esse é um patrimônio da União que, se você fizer manutenção, vai durar muito tempo, mas se você não faz, buraquinho vira cratera. E eram milhares e milhares e milhares de quilômetros totalmente deteriorados, além da necessidade de coisas novas que nós tínhamos de fazer, e mais a questão do governo federal ter passado 14 mil quilômetros de estradas para os governos estaduais, e grande parte do dinheiro foi utilizada para pagar salários atrasados. Criamos um programa especial para fazer as estradas, esse programa recebeu em 2005 R$ 3 bilhões, fora uma parte do orçamento do próprio ministério. E aí nós descobrimos algumas coisas que são da estrutura do Estado brasileiro. Vou te dar um exemplo: eu queria começar, em março deste ano, a BR-101, que liga todo o litoral nordestino, vai de Natal a Salvador. Quando parecia que tudo estava pronto, o Tribunal de Contas detectou imbróglios no preço da licitação. Paramos, refizemos os estudos, refizemos a licitação e, quando achamos que finalmente iríamos começar, uma empresa entra com um processo contra as outras e o juiz dá uma liminar. Até que, no mês passado, tomamos a decisão de chamar o Exército, através dos seus batalhões de engenharia, para fazer três trechos dessa obra, enquanto as empresas brigam. Nós vamos começar a fazer 50 quilômetros do lado pernambucano, 50 quilômetros do lado paraibano e 50 quilômetros do lado do Rio Grande do Norte. Enquanto isso, tentamos resolver os problemas com a Justiça e com as empresas, senão nós vamos dar para o Exército fazer toda a obra. Onde acho que demos certo? Ferrovias. E aí está a Transnordestina, cujo acordo financeiro já foi pactuado, a Ferro Norte-Sul. Eu fui muito contra ela em 1987 e agora estou percebendo que é fundamental para o transporte da produção no Centro-Oeste brasileiro. E, enfim, está andando rapidamente. De um modo geral, mesmo que não tenhamos atingido a excelência, criamos condições para um novo ciclo de desenvolvimento duradouro, que não seja um vôo de galinha.

CC: Mas em que elementos o seu governo baseia essa idéia de que realmente se criam condições para o desenvolvimento?
Lula: Talvez estejamos ainda longe do que o Brasil precisa. Mas para crescer é preciso construir bases sólidas. Na história recente, se você considerar os últimos 20 ou 30 anos, vai perceber que o Brasil tem uma história sui generis, ou seja, toda vez que o Brasil decidiu crescer economicamente, cresceu com inflação alta. E toda vez que o Brasil decidiu exportar, asfixiou o mercado interno. O que nós estamos provando? Que é possível você crescer com inflação baixa e que é possível exportar sem asfixiar o mercado interno. Você não pode levar em conta o último trimestre deste ano, porque o Brasil tem cultura inflacionária, o comerciante pouco respeita o consumidor na hora de aumentar preço. E nós temos como único instrumento, e isso é um erro, o Banco Central para controlar a inflação através dos juros. Precisamos nos dotar de mecanismos para controlar a inflação sem permitir que os juros sejam o instrumento exclusivo. E tomamos uma medida, que achei muito importante, a redução da alíquota da importação de aço. O aço estava aumentando muito.

CC: Mas como não levar em conta a queda do PIB?
Lula: Concordo, foi uma notícia péssima o PIB. Eu esperava que não caísse tanto, esperava que até chegasse a zero. Mas hoje pego os dados da Anfavea: as exportações de carro vão crescer 30%, a produção cresceu quase 11%, o licenciamento aumentou 15,5%. O setor de embalagens também vai bem, um sinal muito importante. Não sou de fazer prognóstico, porque não sou economista. Economista é que faz prognóstico, mas tenho dito para todo mundo que não tem por que o Brasil não crescer 5%, ou acima de 5%, em 2006, não tem por quê. Condições? A inflação está controlada. Temos reservas comerciais, portanto, a nossa credibilidade para o comércio exterior está garantida. Não temos mais pressão do FMI vindo aqui e dizendo o que temos de fazer. Temos, portanto, de ser o fiel da balança no crescimento econômico mundial. O Brasil pode crescer e pode crescer bem no próximo ano. E eu trabalho com a idéia de que a gente cresça por alguns anos seguidos, para recuperar as décadas perdidas.





09 Dezembro 2005


Meu perfil é um desafio à inteligência, rsrsrs...Decifram-me!?!?
Link do José Serra, meu "idalo"
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Esta semana estou homenageando JOSÉ SERRA, o arrogante e antipático prefeito de São Paulo. Foi Ministro da Saúde do governo FHC. Neste período ocorreu o reaparecimento de doenças praticamente erradicadas de nosso país há mais de um século. Houve epidemias de, Dengue, Dengue hemorrágica, , malária; endemia de Cólera; e avanços de doenças como, Hepatite, Meningite, Tuberculose, Raiva, Hanseníase, e até poliomelite, que já estava erradicada.
AVANÇO DA DENGUE: - A omissão do então Ministro José Serra, é a principal causa da epidemia de Dengue surgida no Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, José Serra demitiu 6.000(seis mil) mata-mosquito que tinham sido contratados para eliminar focos de mosquitos Aedes Aegypti. Em 2001, José Serra gastou R$ 81,3 milhões em propagandas de sua administração no ministério, e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate a Dengue. O resultado disso, é que: -De Janeiro a Maio de 2002, só no Estado do Rio, registrou-se 207.521 casos de Dengue, levando 63 pessoas à morte.
Na prefeitura de São paulo, Serra paralisou as obras dos CEUs, acabou com a tárifa reduzida, manda a Guarda Municipal bater nos camelôs, desativou a Unidade do Paciente Terminal, que era considerada modelo na área pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos, inaugurada em 2004 na gestão da Marta.
Segundo FHC, falando a respeito de Serra, disse que tinha mêdo dele, pois Serra em busca do poder, era capaz de tudo, que ele tinha um demônio dentro dele.

Este Link é para Serra, nosso querido prefeito. Serra é dos meus. Viva Serra, Salve eu, a Direita.

http://www.ufac.br/imprensa/2002/outubro/artigo680.html
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QUEM SOU EU:

sou uma Rainha, tenho várias facetas, depende muito da ocasião e de onde vivo.Mas em regra sou:

T U C A N A, gosto de derrubar presidentes eleitos democraticamente pelo voto, através do golpe branco, e muito mais, vejam:

- Consevadora
- Totalitarista
- Burguesa
- Elitista
- Capitalista
- Neo-Liberal
- Arbitrária
- Fascista
- Nazista
- Imperialista
- Ditadora
- Ortodoxa
- Tradicionalista
- Militarista
- Macarthista

Nasci em 10 de Agosto de 1792, na Assembléia Constituínte da Convenção Nacional Francesa, durante à Revoluão Francesa que derrubou a Monarquia. Meu nome surgiu quando na Assembleia cerca de 160 deputados que representavam as Elites, Burguese Liberais e os Conservadores denominados GIRONDINOS, sentavam-se à DIREITA da mesa dirigente dos trabalhos, enquanto os JACOBINOS, cerca de 140 deputados, representantes dos camponesese montanheses, sentavam-se a ESQUERDA da mesa.
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DEFENDO INTRANSIGENTEMENTE: A classe social dominante no regime capitalista, a Escol e Flor da sociedade, a melhor da sociedade - a Elite, a Aristocracia (ricos e milionários), que no Brasil são representadas por grandes empresários e latifundiários, responsáveis pelos meios de produção, e pelos proprietários dos meios de comunicações(rede de tvs, emissoras de rádios, jornais e revistas), onde damos empregos aos lacaios, pra que alí defendam os intereses das elites.
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Sou também: Anti-democrata; anti-socialista; anti-radical de esquerda; anti-esquerda; anti-revolucionaria; anti-estatal; anti-comunista; anti-petista; anti-leninista; anti-Cuba; anti-maoista; anti-marxista; anti-grevista; anti-sindicalista.
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EU ODEIO: Pobre; mendingos; pedintes; crianças de rua; movimentos sociais; greve; petistas; comunistas; socialistas; sindicatos de trabalhadores; MST; sem-tetos; governos petistas; o PT; PC do B; PCB; PSTU; PSB e o Lula.
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MEU MAIOR SONHO: Tirar Lula do poder.
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ESTOU MUITO FELIZ; Com os tucanos. Eles privatizaram quase tudo. estou torcendo pra eles voltarem e terminarem o que eles começaram, privatizar o resto que falta, a Petrobras; o Banco do Brasil; a CEF; o Banco Central; o BND
Maria Batalhão, a doida por farda!

Maria Batalhão, garota chegada em uma farda, não podia nem pensar em passar em frente o quartel já passava batom, colocava os brincos, punha a melhor roupa, se perfumava toda, e ia para frente do quartel admirar o batalhão. Ela adorava ver os pracinhas, os militares com suas fardas impecáveis e seus coturnos e sapatos brilhando. Vê-los ali de prontidão com suas armas lustrosas, em guarda era o máximo para a Maria Batalhão. Ela tinha um sonho, namorar e casar com um militar, mas ela ficava tão deslumbrada com todos que não conseguia escolher nenhum para namorar. Todos os dias Maria Batalhão fazia à mesma coisa, de manhã e de tarde, lá ia ela desfilar na porta do quartel e ficar admirando o batalhão. Os próprios militares e pracinhas colocaram esse mimoso apelido nela, quando eles avistavam que ela estava se aproximando do quartel, já avisavam à tropa, que lá vinha Maria Batalhão. O tempo passou Maria Batalhão envelheceu. Hoje envelhecida, feia, ela ainda nutre uma grande admiração pelos militares, não vai mais admirar os militares na porta dos quartéis, mas sente uma imensa saudade dos tempos dos governos militares, quando a presença deles nas ruas era maior, todos fardados, dirigindo os brucutus, cercando as praças, prendendo estudantes, distribuindo cacetadas na população que era contra o regime ditatorial militar. Mas com os avanços da modernidade tecnológica, surgiu à internet, e hoje Maria Batalhão dedica o seu tempo visitando paginas de militares das FA, manda e-mail para eles, pede que eles voltem ao poder, elogia os que fizeram parte desse passado negro da história. Ela fica tão feliz quando recebe um e-mail de algum coronel, que coloca em sua pagina da internet, que lógico é dedicada aos militares, é dedicada ao regime da ditadura militar. Ela está crente que faz o maior sucesso na rede mundial de computadores, está crente que os militares admiram a devoção dela pela época da ditadura militar, quando o que eles mais querem é que o povo esqueça os anos de chumbo. Mas ela fica feliz, ela é a Maria Batalhão, a sem noção!

Este texto é fictício, qualquer caso semelhante é mera coincidência.


Jussara Seixas
Brasil é 7º país que mais atrai investidores



O Brasil ganhou dez posições, da 17ª para a 7ª, no ranking de países mais atraentes para investimentos diretos estrangeiros (IDE) elaborado anualmente pela consultoria AT Kearney. O retorno do Brasil ao grupo de dez países mais atraentes reflete uma recuperação da confiança externa no País e pode sinalizar um aumento dos fluxos de investimentos diretos para a economia brasileira nos próximos anos.

O Índice de Confiança para o IDE baseia-se em entrevistas com centenas de executivos das maiores empresas do mundo e é uma das principais referências do mercado internacional para se avaliar o sentimento dos investidores. "Os fluxos de IDE para o Brasil saltaram em aproximadamente 80%, atingindo US$ 18,2 bilhões em 2004", disse a consultoria. "Esse bom momento nos investimentos poderá continuar."


Interesse


Segundo a AT Kearney, a recuperação econômica e o crescimento dos níveis de renda alimentaram o interesse dos investidores estrangeiros em atacado e varejo, que posicionaram o país como o seu terceiro destino mais preferido. "Investidores dos setores de empresas utilitárias, telecomunicações e serviços financeiros, que previamente rejeitavam o Brasil diante da instabilidade macroeconômica e regulatória, estão agora reavaliando o mercado brasileiro."


A AT Kearney observou que, "com a inflação e a dívida brasileira sob controle", os investidores do setor financeiro puseram o Brasil como o seu 14º destino preferido. Os investidores em telecomunicações e empresas prestadoras de serviços públicos elegeram o Brasil como o seu 16º destino mais atraente. Em 2004, os executivos dessas indústrias haviam posto o Brasil além da 25ª posição.


Eletrônicos


As empresas do setor de eletrônicos, que tinham escolhido o Brasil na 6ª posição em 2004, consideram agora o País como o terceiro destino preferido, atrás só da China e Índia. Segundo a consultoria, as montadoras de veículos mantêm um forte interesse no Brasil, posicionando-o no 6º lugar, ante o 5º lugar registrado no ano passado.


Pela primeira vez desde que começou a ser elaborado em 1998, o índice registra dois países emergentes como destinos mais atraentes. Pelo quarto ano consecutivo, a China manteve a liderança, mas o destaque foi a Índia, que subiu da terceira para a segunda colocação, desbancando os Estados Unidos, que caíram para o terceiro lugar. O Reino Unido manteve a quarta posição. Quase todos os países do Leste Europeu subiram no ranking, com a Polônia ocupando a 5ª posição, seguida pela Rússia na 6ª. O México saltou da 22ª para a 16ª posição.


Índia e China


Segundo a consultoria, cerca de 45% dos investidores entrevistados demonstraram mais otimismo com a China e Índia neste ano do que em 2004. O porcentual é quase o dobro do registrado nas duas primeiras posições em praticamente todos os setores de negócios entrevistados.


Segundo a AT Kearney, o otimismo dos executivos com a economia mundial caiu em relação ao ano passado. Em 2005, só 36% dos entrevistados estão mais otimistas com a economia global, ante os 31% que estão negativos. No ano passado, quase 70% dos executivos estavam mais otimistas.

08 Dezembro 2005

O Tucano e suas maracutais

A exagerada influência do lobista Alexandre Paes dos Santos, que tinha direito a crachá da Câmara dos Deputados, revela os bastidores da pol tica feita de bons negócios

Entre poder e dinheiro

Investigado pela Polícia Federal, Alexandre Paes dos Santos tem até bancada própria – confessa um deputado...Leia mais aqui

07 Dezembro 2005

PSDB de Mato Grosso é acusado de receber R$ 5,7 milhões do crime organizado

O PSDB de Mato Grosso é acusado de receber dinheiro do crime organizado para financiamento de campanhas eleitorais, mais precisamente das eleições de 2002, quando o senador tucano Antero Paes de Barros disputou o governo do Estado. Conforme as investigações do Ministério Público Federal, o valor repassado pelo ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, conhecido como Comendador Arcanjo ao PSDB durante a campanha pode chegar a R$ 5,7 milhões. As informações foram divulgados ontem pelo jornal Folha do Estado, de Cuiabá.
Preso no Uruguai, o ex-policial e apontado como um dos chefes do crime organizado no Brasil, aparentemente tem fortes vínculos com políticos tucanos, para os quais teria montado um sistema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais, conforme revelou no último domingo o jornal Correio Braziliense.

Arcanjo foi condenado a 37 anos de prisão por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha, e está preso no Uruguai desde 2003, acusado de portar documentos falsos. A Justiça uruguaia autorizou sua extradição, que está sendo postergada por seus advogados.

Por ser suspeito de ter remetido para fora do Brasil mais de R$ 1 bilhão entre 1997 e 2002, o Comendador foi investigado pela CPMI do Banestado, criada em junho 2003 para apurar remessas ilegais de dinheiro ao exterior. A CPI foi presidida justamente pelo senador Antero Paes de Barros, mas no relatório final feito pelo senador (não votado pela CPI) o Comendador não foi citado entre as pessoas já denunciadas pelo Ministério Público por evasão de divisas.

O Correio Braziliense informou que o juiz federal Julier Sebastião da Silva determinou à Polícia Federal, no dia 25 de outubro, a instauração de inquérito para investigar as relações entre o PSDB e o Comendador. A reportagem mostra a possível ligação de Arcanjo com a sigla tucana em Mato Grosso. "Ele [João Arcanjo] teria colocado uma lavanderia disponível ao PSDB, para o financiamento ilegal de campanhas eleitorais", diz trecho da reportagem.

Ainda conforme o jornal, durante as investigações do MPF foi pedida a quebra de sigilo bancário por oito anos, de janeiro de 1995 a 30 de abril de 2003. No entanto, os depósitos se concentram em agosto de 2002, às vésperas das eleições. Na reportagem o juiz federal considera que as operações retratadas na documentação configuram crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por parte dos membros do comitê financeiro do PSDB.

Em depoimento à Justiça do Mato Grosso, o ex-contador de Arcanjo, Luiz Dondo Gonçalves, diz que repassou recursos para campanha de Antero Paes de Barros. O dinheiro teria saído de factorings de Arcanjo para o Grupo Gazeta de Comunicação e, dali, para a campanha do senador.

A quebra de sigilo bancário e fiscal de cinco factorings ligadas a Arcanjo - Confiança, One Factoring, Cuiabá Factoring, Vip Factoring e Mundial - revelou que dinheiro originário das contas dessas empresas chegou às mãos de João Dorileo Leal, superintendente do Grupo Gazeta de Comunicação (rádios, jornal e TV). Em depoimento à Justiça Federal do Mato Grosso, o ex-contador de Arcanjo afirmou que Dorileo repassava os recursos que recebia aos cofres da campanha derrotada do senador Antero Paes de Barros ao governo daquele estado em 2002.

A partir de dados fornecidos pelo Banco Central (Bacen) à Justiça, aos quais o Correio Braziliense teve acesso, os investigadores detectaram cerca de R$ 2,3 milhões em repasses das factorings para Dorileo.

O que revela o relatório do Banco Central e os dados reunidos pelo Ministério Público é reforçado pelo depoimento de Luiz Dondo, o ex-contador de Arcanjo, à Justiça. "A Confiança Factoring fez empréstimos ao Grupo Gazeta (leia-se João Dorileo Leal), no ano de 2002, para custear a campanha a governador do senador Antero Paes de Barros; que o empréstimo fora efetuado através da Vip Factoring utilizando dinheiro da Confiança Factoring", diz o depoimento. Suspeita-se, a partir de informações de Dondo, que Arcanjo injetou cerca de R$ 5,7 milhões na campanha de Antero.

Para o juiz Julier Sebastião da Silva, da Primeira Vara Federal de Cuiabá, as operações retratadas em toda essa documentação configuram, em tese, crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por parte dos membros do comitê financeiro do PSDB estadual, João Dorileo Leal, do Grupo Gazeta, e de Arcanjo, informou o Correio Braziliense.

Para a Justiça Federal e para o Ministério Público no Mato Grosso, de acordo com o jornal, as factorings de Arcanjo atuavam ilegalmente como bancos, sem autorização do Banco Central, e estavam a serviço do crime organizado. As empresas de João Arcanjo Ribeiro receberam dinheiro público, de acordo com relatório do BC. A Confiança Factoring recebeu R$ 80,7 milhões da Assembléia Legislativa de Mato Grosso e R$ 8,3 milhões do Departamento de Viação e Obras Públicas, órgão já extinto de MT.

06 Dezembro 2005


SÍMBOLO DA CAMPANHA DO PSDB 2006
PSDB TÁFICO DE DROGAS
DINHEIRO DO
CRIME ORGANIZADO.




CORREIOWEB

O juiz federal Julier Sebastião Silva não quis se manifestar
sobre as críticas dirigidas a ele por Paes de Barros.
Ressaltou apenas que a abertura de inquérito determinada
à Polícia Federal se baseia em documentos, entre os
quais
cheques, que, em tese, mostram que o PSDB local se alimentou
de recursos do crime organizado durante as eleições
de
2002. Julier também pediu ao Ministério Público que
investigue
suposta blindagem a João Arcanjo Ribeiro durante os
trabalhos
da CPI dos Banestado, atribuída ao senador do PSDB do
Mato Grosso.
Suspeita-se, a partir de informações de Dondo, que Arcanjo
injetou cerca de R$ 5,7 milhões na campanha de Antero.



O que revelam o relatório do Banco Central e os dados
reunidos pelo Ministério Público é reforçado pelo depoimento
de Luiz Dondo, o ex-contador de Arcanjo, à Justiça.
“A
Confiança Factoring fez empréstimos ao Grupo Gazeta
(leia-se
João Dorileo Leal), no ano de 2002, para custear a campanha
a governador do senador Antero Paes de Barros; que o
empréstimo fora efetuado através da Vip Factoring utilizando
dinheiro da Confiança Factoring”, diz o depoimento.
Suspeita-se,
a partir de informações de Dondo, que Arcanjo injetou
cerca de R$ 5,7 milhões na campanha de Antero.

05 Dezembro 2005

Exército para ler clique aqui

Há fatos deploráveis que certas pessoas sem noção estão cometendo com o Exercito Brasileiro. Coloco o link da pagina do Exército para que todos vejam que o Exercito de hoje não tem nada que possa ser comparado com o Exército de 64. A ditadura militar no Brasil faz parte de um passado negro da história, que hoje é repudiada pelo por todos, inclusive pelas FA. O Exército Brasileiro hoje cumpre com muita honra o seu papel na vida do país e na vida do povo brasileiro. Estou enviando um e-mail para o Exercito, para o Ministro Alencar, para o Ministério da Justiça, para que tomem conhecimento da difamação que estão fazendo contra a instituição, que hoje presta serviços de imensa relevância ao país. O golpe que está instalado no país nos dias de hoje não tem nenhuma ligação com as FA de hoje. Há sim remanescentes da ditadura militar, encabeçando esse golpe contra a democracia e o estado de direito, mas não contam com o apoio dos militares de hoje, e muito menos com as instituições FA. Há pessoas que fazem parte desses remanescentes, que estão tentados atingir a blogueiros petistas, criando paginas na internet com difamação do Exército e colocando culpa em petistas, ou em blogueiros que defendem o governo Lula, que defendem a democracia, a justiça, o estado de direito, que defendem a paz no país
Leia a íntegra do programa Café com o Presidente
8h33 - 5/12/2005



Luiz Fara Monteiro: Bom dia amigos em todo o Brasil. Começa o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Bom dia, presidente.

Presidente: Bom dia, Luiz.

Luiz Fara Monteiro: O café está quente hoje, presidente?

Presidente Lula: O café está quente. Está quente e está gostoso.

Luiz Fara Monteiro: Presidente, nas últimas semanas, pesquisas do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas mostraram que, entre 2003 e 2004, o Brasil reduziu em 8% o número de miseráveis no país. Ou seja, praticamente um a cada 10 brasileiros que ganhavam menos de R$ 115 por mês teve os seus rendimentos aumentados e saiu desta faixa de miséria. Como foi que o governo atuou para que se chegasse a esse resultado?

Presidente Lula: Luiz, durante muito tempo no Brasil se discutia se primeiro era preciso crescer para depois distribuir renda ou se tinha que distribuir renda para crescer. O que nós fizemos, com muita humildade, foi fazer as duas coisas combinadas. Fazer uma política econômica séria, muito responsável, mas, ao mesmo tempo, fazer uma política social muito forte.

Uma política social que pudesse garantir aos olhos dos brasileiros que distribuir renda faz com que a economia cresça. Ajudar os pobres faz com que a economia cresça. E os números demonstram o quê? Demonstram que o Brasil está ficando melhor. Certo que nós ainda estamos longe de chegar ao Brasil que todos nós sonhamos. Mas melhorou muito. Eu vou dar alguns exemplos. Melhorou a massa salarial dos trabalhadores. Os trabalhadores tiveram mais empregos. Um milhão de pessoas que tinham desistido da escola, de jovens, voltaram a estudar. Dezoito por cento dos domicílios que não tinham nenhuma renda agora passaram a ter. As mulheres estão ocupando mais espaço no mercado de trabalho.

E tudo isso, Luiz, porque a economia está crescendo e porque nós estamos fazendo uma política social forte - com o Bolsa Família, o Pronaf, com o Estatuto do Idoso que foi aprovado e que incluiu milhares ou milhões de pessoas que estavam abandonadas para receber o salário mínimo. Os acordos salariais estão feitos com bases melhores porque antigamente os trabalhadores não tinham ganho real e agora estão tendo. Porque tem mais gente estudando. Porque o governo está, definitivamente, cuidando de fazer com que o dinheiro público seja devolvido para o povo em forma de beneficio. Cuidando das crianças, cuidando das mulheres, cuidando dos jovens.

E isso tudo resultou nesse trabalho que me deixou feliz. Mesmo sabendo que ainda temos muito para fazer. Mesmo sabendo que ainda falta fazer muita coisa no Brasil. Mas o que me deixou feliz foi ter consciência do seguinte: vale a pena a gente investir nos pobres. Ou seja, vale a pena o governo estender a mão para os mais necessitados. A pesquisa mostra isso e ela nos deixa feliz porque ela mostra o seguinte: o caminho está certo. Sigam em frente. Trabalhem mais. Invistam mais que, certamente, o Brasil vai melhorar muito mais.

Luiz Fara Monteiro: Mas há quem diga, também, que programas sociais custam caro e retardam o crescimento do país. O senhor concorda com isso?

Presidente Lula: Primeiro, eu não vejo os programas sociais como um custo. Eu vejo os programas sociais como um investimento. Eu faço um investimento para construir uma estrada, é muito bom para o Brasil, mas fazer um investimento para que uma pessoa mais pobre possa tomar café de manhã, almoçar e jantar. Fazer investimento para que um jovem que está fora da escola volte a estudar. Fazer investimento para um agricultor que queria abandonar a sua terra, fique na terra trabalhando, isso não é gasto.

Antigamente, era visto como gasto. E é por isso que, durante muitos e muitos anos, não se fez política social porque se imaginava que estava jogando dinheiro fora. Não! Esse dinheiro é sagrado. E podem criticar à vontade, que eu vou continuar fazendo. Porque tenho consciência que investir em política social é investimento que vai dar retorno extraordinário para o Brasil num futuro muito próximo. Portanto, nós agora, nessa pesquisa, nós não podemos utilizar a pesquisa e falar: bom, já fizemos tudo e está muito bom. Não! Nós apenas estamos começando a fazer o que precisava ser feito no Brasil há 50 anos. Se alguém não quis fazer, a única coisa que, humildemente, eu peço: por favor, nos permitam fazer o que o Brasil há muito tempo reclamava e reivindicava.

Luiz Fara Monteiro: Este é o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, a gente sabe que um setor que o país precisa investir, até para dar continuidade a esses dados positivos é a educação. O Congresso está discutindo aí nestes dias o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, que busca garantir recursos para esta área. Qual a sua expectativa em relação a isso?

Presidente Lula: Eu estou pedindo a Deus que o Congresso Nacional, ainda este ano, aprove o Fundeb. Porque se aprovar o Fundeb serão R$ 4,3 bilhões a mais que nós vamos colocar na educação brasileira e isso vai permitir que a gente cuide das crianças brasileiras e vai permitir que a gente possa fazer um investimento muito mais forte nos estados mais pobres da federação, que estão atrasados em relação aos estados mais ricos da federação. Quando nós tivermos o projeto aprovado, aí as crianças brasileiras, certamente, junto com os adolescentes brasileiros, voltarão a ter esperança de que vale a pena acreditar no Brasil.

Luiz Fara Monteiro: Obrigado, presidente. Até a próxima semana.

Presidente Lula: Obrigado a você, Luiz, e, mais uma vez, os meus agradecimentos aos nossos ouvintes.

Luiz Fara Monteiro: O Café com o Presidente volta na segunda-feira que vem. Acesse o nosso programa na internet: www.radiobras.gov.br. Até lá.

03 Dezembro 2005

Não Interessa
César Medeiros (*)


Não interessa se Regina Duarte foi à televisão para dizer que tem medo de Lula porque pode ser que ela tenha voltado a receber da primeira dama, Ruth Cardoso, uma graninha do programa Comunidade Solidária, como aconteceu anos atrás. Ao cumprir a missão que lhe confiaram ela deixou de ser a namoradinha para tornar-se a nova Miriam Cordeiro do Brasil. Sofisticada, rica e sem aborto. No problema. Artistas vivem mesmo de interpretar.

Também não interessa se Lula usa terno Armani. O burguês só pode exigir que o proletário use macacão se lhe pagar salário. Vestir-se bem não é privilégio dos ricos e ninguém pode ser criticado por cuidar da própria aparência.

Muito menos interessa se o operário-candidato tomou um copo de vinho Romanée-Conti que recebeu de presente. Elio Gaspari, colunista de O Globo, aproveitou-se do episódio para extravasar seu ódio porque simplesmente não consegue suportar que um metalúrgico de origem humilde, descompromissado com a elite da qual ele faz parte, esteja com um pé dentro do Palácio do Planalto. O vinho saiu na urina e Elio, de tão irado, esqueceu que Lula ainda não é presidente. e não será de novo só se a direita fraudar as urnas.

Nessa altura do campeonato pouco interessa se o petista esqueceu tudo que pregou anos a fio . Nem tampouco interessa se Serra vendeu mesmo uma mansão ao “laranja” Magid Bechara por R$ 1,00 para enganar o fisco e esse a revendeu por R$ 100 mil no mesmo dia, conforme dizem constar em escritura pública no 10º Cartório de Imóveis de São Paulo, sob matrícula 34752. Políticosdo psdb são ladrões legalmente eleitos pelo povo para roubá-lo. Por isso devem ser respeitados, tanto quanto qualquer ladrão de galinhas.

Não interessa se Lula não tem curso superior. A legislação eleitoral não exige dos candidatos a apresentação de diplomas. Além do mais o atual presidente FHC tem dezenas. Já foi Professor catedrático de Ciência Política, Livre-docente em Sociologia, Professor Emérito da Universidade de São Paulo, Diretor Associado de Estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales em Paris, professor visitante no Collège de France e na Universidade de Paris-Nanterre, ensinou em Cambridge e em outras universidades como Stanford e Berkeley, presidente da Associação Internacional de Sociologia (ISA), 1982-86, membro do Institute for Advanced Study (Princeton), Doutor Honoris Causa das Universidades de Rutgers (New Jersey), Notre Dame (Indiana), Central de Caracas (Venezuela), do Porto e de Coimbra (Portugal), Livre de Berlim (Alemanha), Sofia (Japão), Lumière Lyon 2 (France), Bolonha (Itália), Cambridge e Londres (Inglaterra) e membro Honorário Estrangeiro da American Academy of Arts and Sciences. Mesmo assim roubou a população que atendeu seu pedido para economizar eletricidade. Como se isso não bastasse, deportou seu filho bastardo e a mãe dele, a jornalista Miriam Dutra da Rede Globo. Definitivamente não é a baixa escolaridade que define um canalha.

E finalmente não interessa se Serra mentiu quando disse que era engenheiro sem jamais ter concluído o curso que iniciou na Escola Politécnica da USP. Afinal de contas falsidade ideológica não é um crime tão hediondo assim e quem diz, na maior cara-de-pau, que é o melhor Ministro da Saúde do mundo é capaz de dizer qualquer coisa.

O que interessa na verdade é alertar a Nação para não cair na lábia do psdb e pfl, eles querem dar o golpe para voltar ao poder, estão fazendo de tudo,o que podem e o que não devem visando 2006.

(*) Jornalista
CPI pode citar deputados envolvidos no caso Banestado


A CPI dos Correios vive um dilema sobre o que fazer com nove deputados e um senador associados a remessas ilegais para o exterior pela conta Beacon Hill. As remessas foram feitas entre 1996 e 2002, usando doleiros, e somam mais de US$ 6,3 milhões, conforme relatório reservado do Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal, ao qual o Estado teve acesso. A CPI não sabe se os parlamentares cometeram crime ou foram vítimas de irregularidades cometidas por bancos.

O relatório cita o senador Fernando Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e os deputados Vittorio Medioli (PV-MG), Itamar Serpa (PSDB-RJ), Álvaro Dias (PDT-RN), Pedro Irujo (sem partido-BA), João Lyra (PTB-AL), Francisco Garcia (PP-AM), Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arolde de Oliveira (PFL-RJ) e Pauderney Avelino (PFL-AM). Medioli, Serpa e Flexa Ribeiro dizem que são grandes empresários e não entendem por que essas remessas - ínfimas para os valores que alegam movimentar - aparecem como ilegais. Eles atribuem a responsabilidade ao bancos com que trabalham.


Medioli teria remetido US$ 1,4 milhão, Serpa, de US$ 28,8 mil e Flexa Ribeiro, US$ 1,06 milhão. Outros, como Cunha (US$ 23 mil), afirmam que no período investigado tinham filhos no exterior e lhes enviavam dinheiro, mas desconhecem qualquer ilegalidade nas operações.


O relator da CPI, Osmar Serraglio (PMDB-PR), diz não ter meios de apurar o caso, para não perder o foco das investigações, centradas no esquema supostamente operado por Marcos Valério. Enviado pelo governo americano para auxiliar a CPI do Banestado, o banco de dados da Beacon Hill está com o INC há mais de um ano. Essa CPI foi extinta no fim de 2004, sem ter resultados por causa da briga entre o presidente, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e o relator, deputado José Mentor (PT-SP). A partir do depoimento do doleiro Antônio Claramunt, o Toninho da Barcelona, há três meses, os peritos da CPI dos Correios acabaram descobrindo a lista dos parlamentares.


O maior volume de remessas, US$ 2,8 milhões, foi de parentes de Pauderney, como os irmãos Pauderley e Paulo Ney. Apontado como beneficiário, ele nega. "É retaliação do PT e do estado policial montado para tentar silenciar oposicionistas como eu." O deputado disse que os irmãos são empresários com negócios no exterior. Apesar de ser grande empresário, Irujo nega a remessa de US$ 26,8 mil, por meio do doleiro Luis Filipe Malhão, para o MTB Bank, passando pelo Citibank e o Privanza Bank, da Suíça. "Não conheço esse doleiro, não tenho conta nesses bancos e nunca enviei um centavo sequer para o exterior."


Dias (envio de US$ 25 mil) estava viajando e não foi localizado. A assessoria de João Lyra afirmou que a remessa atribuída a ele, US$ 85 mil, não é 10% do que movimenta por ano em importações e exportações. Garcia e Arolde de Oliveira também não foram encontrados.

Briga pelo poder

Alckmin responde secamente às provocações de Serra

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), respondeu secamente ontem, em Campinas, quando questionado sobre a acusação do prefeito José Serra (PSDB) de que a Polícia Militar não teria agido rapidamente para conter a manifestação dos motoboys em São Paulo.

"A Polícia Militar é treinada e capacitada para agir", afirmou Alckmin. Ele disse que solicitou ao secretário estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, para verificar o que ocorreu.

Dizem as más linguas tucanas, que a briga vai esquentar já que serra e alckimin, brigam para ser presidente em 2006.
São Paulo alaga, e Serra culpa lei de Murphy


A chuva forte da madrugada provocou diversos pontos de alagamento em São Paulo e feriu um operário em um desmoronamento. Na via expressa marginal do Tietê, na altura da ponte das Bandeiras. As bombas de sucção quebraram e todo o tráfego precisou ser desviado para a pista local, o que provocou grande lentidão no trânsito. O prefeito José Serra culpou, em entrevista à rádio Jovem Pan, a "lei de Murphy". Segundo ele, a bomba estava funcionando bem, mas quebrou exatamente na quinta-feira. "Ela estava lá e nesta noite não funcionou. Foi a lei de Murphy", disse.

A Prefeitura de São Paulo declarou estado de atenção tanto na Marginal Tietê como na zona norte. Além da ponte das Bandeiras, a água invadiu também o acesso da ponte Cruzeiro do Sul para a Marginal Tietê, sentido Penha/Lapa. Apenas caminhões e ônibus conseguiram atravessar a água.

Na Vila Medeiros, na zona norte, o muro de um prédio em construção desmoronou atingindo um operário. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi encaminhada ao pronto-socorro da Vila Maria.

Na região dos Jardins, a queda de uma árvore também atrapalhou o trânsito nesta manhã. A alameda Franca ficou totalmente interditada na altura da rua Haddock Lobo . Não há previsão para a liberação da via.


A Lei de Murphy
A lei original: "Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará"
Versão1: "Se alguma coisa pode dar errado, ela vai dar errado"
Versão 2:"O pão sempre cai com a manteiga para baixo"
Versão 1001: leia em www.1001inutilidades.com.br/murphy.htm

A lei de Murphy é uma referência ao militar e engenheiro espacial Edward A. Murphy que criticou um técnico por ele ter feito um experimento em foguetes com duas formas de colar sensores em uma cobaia. Todos eles foram colados de maneira errada.


02 Dezembro 2005

Relator vai pedir a cassação de Roberto Brant, do PFL mineiro


O deputado Nelson Trad (PMDB-MS), relator do processo contra o deputado Roberto Brant (PFL-MG) no Conselho de Ética, vai pedir a cassação do mandato do ex-ministro da Previdência do governo Fernando Henrique Cardoso por quebra de decoro parlamentar. Brant recebeu R$ 102 mil da Usiminas para sua campanha a prefeito de Belo Horizonte, em 2004, recursos que foram repassados pela agência SMP&B, do empresário Marcos Valério. O deputado não prestou contas desses recursos à Justiça Eleitoral. O caso de Brant deve ser votado no Conselho na próxima semana.

Nelson Trad não está convencido dos argumentos de Brant. O deputado mineiro explicou que o dinheiro que recebeu não foi utilizado na sua campanha eleitoral, mas serviu para pagar programas do PFL exibidos antes do período eleitoral, o que, no seu entender, não necessitaria ser prestado contas à Justiça Eleitoral. Brant disse que recebeu os recursos da SMP&B, ficou com o dinheiro durante um mês e, somente depois, decidiu usar para pagar uma empresa de comunicação de Curitiba (PR), responsável pelo programa do PFL. Mas a nota apresentada pela empresa descreve o serviço prestado como "programas eleitorais".

Roberto Brant anunciou em seu depoimento no Conselho, na semana passada, que, independentemente do resultado do processo contra ele, vai abandonar a vida pública e não concorrerá a qualquer cargo eletivo no ano que vem. Pois não deve mesmo, nem no ano que vem e nem nunca mais, LADRÃO

01 Dezembro 2005

Miséria em queda


A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou, a pesquisa Miséria em Queda: Mensuração, Monitoramento e Metas, em que revela que a miséria diminuiu no Brasil. A Fundação atribui esta queda ao crescimento econômico e, em particular, à melhor redistribuição de renda em 2004. A proporção de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza caiu de 27,26% em 2003 para 25,08% em 2004, segundo a FGV.

Segundo a instituição, a distribuição de renda de 2004 é mais igualitária que a de 2003 em todos os indicadores de desigualdade utilizados. Os números de 2003, em relação a 2002, indicaram que a pobreza subiu neste período; com a queda do número de pobres em 2004, a conclusão da FGV é que "no computo geral do biênio, a miséria caiu no Governo Lula".

As grandes cidades, segundo o estudo, apresentaram o maior nível de decrescimento da miséria, com a criação de mais de 1,6 milhão de empregos formais no ano passado. A queda, de 51% para 47,7%, no nível de pobreza rural pode, disse o relatório, ser o resultado de políticas públicas voltadas para o campo. Mas a redução da pobreza no campo já segue uma tendência de queda desde 1995, mantendo-se, inclusive, em períodos de seca na região Nordeste (1998 e 2001).

O estudo revelou ainda que a causa mais grave da miséria brasileira é a má distribuição de renda, e é numa melhor distribuição de renda que está a solução para tirar milhões de brasileiros da miséria. Para a FGV, "estamos vivendo um momento de boom econômico e este é o contexto ideal para se reduzir as desigualdades, pois é mais factível (fazê-lo agora) do que em épocas recessivas quando as perdas estão sendo repartidas".

Para auxiliar neste combate à miséria, seria importante também, segundo a FGV, a adoção de metas sociais, mas estas precisariam de um monitoramento freqüente para que se pudesse avaliar seus resultados.
Lado direito - Seguindo A mentira

Nas últimas postagens ai a baixo, o caro leitor, pode notar que eu estava comentando sobre blogs exluídos, - ops! digo, invadidos - Mas como eu não tenho dom para investigador, meu amigo Mário, me chamou atenção para um fato.Mário para quem não sabe, tem formação universitária em Ciência da Computação,portanto sabe o que fala, então...vamos ouvi-lo.Mário me faz um alerta, como é que pode o blogueiro dizer que foi excluído, ops! digo invadido, mas ao trocar o templates do blog os arquivos estavam todos ali,intactos, desdo primeiro mes em que se iniciou o blog, desda primeira postagem, nada sumiu!?!?! observe na foto...como está o tal blog invadido hoje!! É preste atenção na barra de ferramentas a baixo da figura, o blogger informando que está fazendo download das figuras...não desapareceu nadica de nada?, note que quando surgiu a informação que havia sido invadido, também aparecia a mesma mensagem,... estava fazendo download...ou seja, foto guardada

Clique na foto


As fotos estavam arquivadas desde do primeiro instante da exclusão do blog, ops! invasão do blog, como o caro leitor pode observar na foto do blog em questão, no post mais a baixo.Interessante esse hacker!!! antes dele excluir o blog, teve o cuidado de arquivar as fotos e as postagens..Guardou tudinho em local bem seguro, para que depois o dono do blog recolocar!!!Hummmm!!, Ou será que o hacker apenas trocou de templates?... maracutaia!!...Inteligente esse hacker da direita, ops, digo Petista, além de invadir, ainda deixou uma mensagem dizendo quem ele é!!!! e pasme, o hacker é Petista!!!...é pra rir? .Muito inteligente mesmo!!!!Aposto com você caro leitor, em breve outro blogueiro vai deletar, quero dizer, invadir o seu blog em seguida vai aparecer a conversinha feia que foi invadido por hacker Petista, quer apostar quanto?

30 Novembro 2005

Da-lhe Reale ....no pé...fu-ja!!!

Seu Reale deve ter dito uma péssima noite há uns dias atrás, convenhamos, feliz ele não deve ter ficado, ao ver seu nome de jurista metido em um sessenta e nove, e pior, junto com uma baranga!
Seu reale já teve dias melhores ao lado do seu fhc, mas ao que tudo indica,ao ver seu nome em página porno, mostrando o cartão vermelho para a barangona na foto ao lado, e ainda por cima dizendo, DA-LHE REALE, caiu em decadencia.
É evidente que seu reale tomou conhecimento deste deprimente fato, tanto é que no dia seguinte aos fatos(ou as fotos) o blog em questão foi devidamente invadido, uma boa saida para a o blog que dizia fazer homenagem( fracassada) ao jurista,.
Isso sim é fogo amigo, haja visto que o tal blog , assim como seu reale são tucanos.
Só falta agora alguém da oposição dizer que o sessenta e nove foi invadido e a foto do seu reale foi postada no blog pornô por Petista.
Mentiras sinceras

A campanha eleitoral, visando as eleições de 2006, já começou, e num vale tudo que pelo jeito a coisa vai pegar fogo antes da hora.
Quem freqüenta comunidades de discussão política no Orkut já deve ter notado que em todas elas aparecem uns sujeitos com perfil falsos, defendendo posições direitistas de maneira agressiva e preconceituosa e em tom ameaçador.
Fora do Orkut, aqui na internet dos blogueiros......
Já tem gente simulando que seus blogs foram invadidos, há há há, muita falta de criatividade, logo onde falam que invadiram, no blogger.com.

Interessante notar, que falaram que o blog foi deletado, mas....note na imagem a cima , na barra de ferramenta o blogger diz, 6 itens restante.....Fazendo o download da imagem, e mostra o endereço do link onde está armazenada a imagem!!! MAS como assim? o blog não foi totalmente apagado por hacker?Então o hacker teve o cuidado de guardar a imagem? hummmm sei sei...






Alguém precisa avisar os boateiros que excluiem seus blogs e em seguida criam outros com outros nomes, que o blogger.com, está hospedado no EUA.Além da alta tecnologia virtual, o Blog conta ainda com seus próprios hacker para testar a segurança do Blogger, e corrigir eventuais falhas em seus sistema. Aliás o próprio blogger acaba de lançar o livro manual do blogueiro onde ensina como nos previnir de possiveis ataques de hacker, então tudo me leva a crer que eles estão errados? que seus hacker americanos, do bem, pago e muito bem pago, são amadores perto dos hacker brasileiros? Há! Há! Há! piada né?









É querer brincar com a inteligencia de qualquer leigo no assunto, dizer que consegue invadir o Blogger. com, que por sinal é do Google, por ai já dá para ter uma idéia da segurança e da confiabilidade do sistema.
Tais afirmação cabe até mesmo processo judicial por calúnia e difamação por parte do blogger, como acaba de informar via email o webmaster deste meio de comunicação.
Hummm, eu que não queria receber um processo do blogger, já pensou ter que desembolsar algumas verdinhas?
Vamos aguardar o desenrolar da campanha política do psdb e seus militantes oposicionistas desesperados.

25 Novembro 2005


Eu sei que há quem não acredita em um golpe em andamento contra o governo. Mas esse golpe não é somente contra o governo, é contra quem apóia o governo Lula é contra a militância do PT. Tem um blog da direita raivosa e virulenta, provavelmente pago pela oposição, alias a pessoa tem vários blogs com o mesmo teor, mudando somente o nome, que mostra bem as armações que estão sendo feitas para desmoralizar os petistas. Ocorreu que no blog do jornalista Josias de Souza ele noticiou quer há um novo Blog na rede, O NÃO AO GOLPE! AMIGOS DO PRESIDENTE LULA é das minhas amigas Helena, Jussara e conta com outros colaboradores a Hilda Lima Tiveram a idéia de fazer um blog de apoio ao presidente Lula, aonde os internautas podem deixar mensagens de apoio ao presidente. Todas essas mensagens serão encaminhadas ao Palácio do Planalto para conhecimento do presidente, e para ficarem armazenadas no departamento de Documentação Histórica do governo. Inconformada com o sucesso do blog, que teve em apenas um dia mais de 1000 visitantes, ela ou ele resolveu que tinha que ter notoriedade também. Além de pedir no blog do Josias para que ele também falasse do seu blog, usou a seguinte tática antiga e bem conhecida de todos nós , fazer algo ruim e colocar a culpa nos militantes do PT. Foi assim com a bomba do Riocentro, seria assim com a bomba que iria explodir o gasoduto do RJ, mas a operação foi abortada por um capitão do exército na época. O que fez e la ou ele então fez um e-mail falso, fez uma montagem com a foto do Bornhausen, com o nome de seu blog, vestido de nazista, e mandou para ela mesma. Ai publicou em seu blog mostrando indignação e atacando os petistas, e diz que entrou em contato com a acessoria do Bornhausen, esse é o jeitinho para ganhar um pouco de notoriedade. Estou publicando aqui a fotomontagem, mas resolvi mascarar o nome todo do blog por razões de respeito aos meus leitores que não merecem ver essas imbecilidades. Depois escreveu que tem as "costas quentes" ou seja confirma o que todos dizem, que esse é um blog de aluguel da oposição, está amparada pelos políticos raivosos. Essa é a maneira de nos intimidar, de tentar nos calar, de tentar nos prejudicar de alguma forma, com mentiras, invencionices, falsas acusações, falsas denuncias, é o mesma tática usada contra o governo Lula. Eu e meus amigos e amigas não temos as "costas quentes", não somos pagos por ningém nem do governo, nem pelo partido, nem por político nenhum. Ela pode ter as costas quentes, mas nós temos a verdade e justiça para nos amparar.

23 Novembro 2005


O SERRATAXA disse na sua campanha eleitoral que iria acabar com a taxa do lixo, disse que essa taxa seria extinta em 2006. Mas não disse que iria cobrar outras taxas, como a taxa do poste. Taxa do poste é muito mais eficaz do que taxa do lixo, a taxa do lixo muita gente podia deixar pagar, pagavam atrasada, muitos moradores de baixa renda não pagavam a taxa do lixo, eles eram insentos, e a taxa do posto que vai vir embutida na conta luz,todos vão pagar, se não for paga a luz é cortada. O consumidor vai pagar a conta de luz mais alta, porque vai pagar a taxa do poste, que outras taxas serão criadas, dos canos da SABESP,dobradinha Serra e Alckmin, dos fios de telefonia, dos fios da TV a cabo, do uso do subsolo, essa parece que já está sendo estudada com muita ênfase.
ADMINISTRAÇÃO

Eletropaulo diz que repassará custo, que começa em dezembro, para consumidor de 24 cidades; medida pode ir à JustiçaSerra quer obter R$ 30 mi com taxa do poste
LUÍSA BRITO ALEXSSANDER SOARESDA REPORTAGEM LOCAL
O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), decidiu cobrar R$ 3,52 por poste instalado por empresas em áreas públicas da cidade. A taxa, regulamentada ontem, é polêmica e, segundo a Eletropaulo, será repassada para o consumidor na conta de luz.A arrecadação prevista é de R$ 30 milhões por ano, suficiente para o recapeamento das marginais Pinheiros e Tietê -serviço estimado em R$ 24 milhões.A Eletropaulo diz que, se a lei vingar, a conta de luz subirá a partir de julho de 2006, quando ocorre o reajuste anual da tarifa.Cada cliente, estima a empresa, vai pagar de R$ 0,50 a R$ 0,60 a mais por mês. Tarifa igualAlém dos paulistanos, moradores de outras 23 cidades servidas pela Eletropaulo poderão pagar uma conta de luz mais alta. Isso porque o contrato de concessão prevê que a empresa tem de aplicar a mesma tarifa em toda a área em que distribui energia.Em setembro, quando Serra sancionou a lei aprovada na Câmara Municipal, a Aneel disse que a cobrança iria onerar a conta de luz. Na época, o diretor da agência, Jaconias de Aguiar, afirmou à Folha que ""evidentemente [a cobrança] vai para a tarifa".Isso porque, pelos contratos de concessão, alguns tipos de despesa extra das concessionárias de energia devem ser incluídos no cálculo da conta de luz.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2311200501.htm

20 Novembro 2005

BLOG NÃO AO GOLPE! QUE É DE AUTORIA DA NOSSA AMIGA HELENA ESTÁ SENDO NOTICIA NA GRANDE MÍDIA.
18/11/2005
Pessoal, nosso blog está sendo comentando no Josias de souza
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/Blog novo na praçaEli Nunes (Santos-SP), leitor(a) do blog, deixou lá embaixo, na coxia reservada aos comentários, um recado que, por relevante, merece ser trazido aqui para a boca do palco. Diz o seguinte:“Peço licença ao Josias para informar o sobre o site dos amigos do Lula. Ali, poderemos ler depoimentos de pessoas de bem que acreditam nele. Sei também que há pessoas de bem que não gostam ou não concordam com Lula. O que eu não concordo é com o linchamento moral sem provas contra ele.”Está dado o recado, democraticamente. Será que existe o blog dos amigos do FHC?Escrito por Josias de Souza às 23h11Comentários (43) Enviar por e-mail

19 Novembro 2005

Abusos nas Forças Armadas são sistemáticos, diz vice-presidente do Tortura Nunca Mais
17:48

Michèlle CanesDa Agência BrasilBrasília – A tortura dentro das Forças Armadas é sistemática, de acordo com a vice-presidente do grupo militante carioca Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra. "Isso que aconteceu no Paraná é um cotidiano nos treinamentos militares, não só nos batalhões de polícia especial, polícias militares e em alguns seguimentos das forças armadas", disse.Em vídeo divulgado recentemente, novatos da 2ª Companhia de Fuzileiros de Curitiba são recebidos com trotes como afogamento com balde d´água, chineladas, choques elétricos e simulação de queimadura com ferro de passar roupa, uma tática de tortura psicológica. No começo da sessão, um sargento explica que o trote é uma tradição.O Tortura Nunca Mais, segundo Coimbra, está preparando uma nota que será enviada à Presidência da República, ao Ministério da Justiça, de Defesa e aos militares, pedindo que casos de tortura como os que aconteceram no 20º Batalhão de Infantaria Blindado do Exército, em Curitiba, sejam coibidos. O Exército afastou o comandante do batalhão e instaurou Inquérito Policial Militar para investigar a tortura contra sargentos recém promovidos."Esse tipo de treinamento onde o sujeito é colocado sob tortura, violando os seus direitos mais elementares, isso é cotidiano, lamentavelmente. Esse é um assunto considerado até hoje tabu pelos diferentes governos e nada é tocado quanto a isso", disse Coimbra.De acordo com o assessor de Comunicação Institucional do Ministério Público Militar, Herbert Vilson França, a procuradora-geral Maria Ester Henriques Tavares declarou à imprensa recentemente que a prática de tortura nas Forças Armadas não é comum. Segundo ele, nos dez anos de atuação da procuradora no órgão, no máximo dois ou três casos semelhantes foram registrados.Cecília Coimbra é membro do grupo que produziu um relatório entregue à Organização das Nações Unidas em 2001 sobre o assunto. "Estivemos na comissão contra tortura da ONU em Genebra. Foi uma coisa extremamente impactante, porque pela primeira vez se falou de denúncia de tortura a morte ocorridos durante treinamentos nas forças armadas. O governo brasileiro na época estava lá, e o governo não soube responder".No relatório são apresentados 23 casos de tortura que aconteceram nos anos 90 e têm como desfecho doenças psicológicas, traumas, mortes e suicídios. Entre eles há histórias de três pessoas que passaram por violências físicas e psicológicas na Aeronáutica do Rio de Janeiro. "Estão vivas, mas duas delas ficaram totalmente psicóticas. Essas pessoas se transformaram em fantasmas, de tanta tortura que sofreram, e estão internadas inclusive", afirma.
18/11/2005

14 Novembro 2005

Tempo de violência verbal
Ex-ministro afirma que oposição usa linguajar de sarjeta, analisa chances do PT nas eleições de 2006, defende absolvição de Sandro Mabel e diz que único compromisso que tem para o futuro é escrever livro e aprender inglês


09/11/2005
Ulisses Aesse
Editor de Reportagem
Welliton Carlos
Da editoria de Economia

N este trecho da entrevista, deputado José Dirceu(PT) afirma que o linguajar da oposição é de sarjeta. Diz ainda que a política exterior de Lula é bem melhor que a desenvolvida pelo ex-presidente FHC. Deixa claro que não abandona a vida pública caso ocorra a cassação de direitos políticos. Analisa também o quadro eleitoral para a disputa de 2006.

DM — Pretende abandonar a vida pública?
Dirceu — De jeito algum.

DM — O PT foi rigoroso com Delúbio Soares?
Dirceu —Votei pela sua suspensão, por três anos, e pela revisão depois, a partir da investigação de todo processo. Não foi o que entendeu a maioria do diretório. Nós éramos 16 que pedimos assim, três abstenções e faltaram mais de 20 membros do diretório nesse dia. Creio que uma grande parte desse grupo não queria votar a expulsão do Delúbio Soares. Acredito que agora está consumado. Ele está expulso. Não é mais filiado do PT. Vai reorganizar a sua vida.

DM — Mas acha justo?
Dirceu —Creio que foi a decisão da maioria. Partido político tem democracia e tem que acatar as decisões.

DM — Onde o PT está errando e onde o governo Lula erra?
Dirceu —O governo Lula acertou na estabilidade, no crescimento econômico, no crescimento da renda, no crescimento do emprego, do avanço dos programas sociais. Acertou em retomar o papel de fomento, de desenvolvimento. Acertou nos avanços efetuados na área de educação e saúde, na política externa, na integração da América do Sul. É um governo que tem um saldo positivo. Agora, acho que cometemos erros que foram prejudiciais ao governo e PT. Temos saídas de dezenas de dirigentes. Não demos um papel maior, desde o começo, ao PMDB.

DM — Os petistas que saíram não eram governo?
Dirceu —Uma parcela importante do PT nunca assumiu o governo, sempre fez oposição. Faltou por parte de setores da esquerda do movimento social uma compreensão maior da importância e do significado do governo Lula.

DM — Qual será a linha de defesa do senhor?
Dirceu —Acho que a principal questão que o País está vendo é uma tentativa de me banir da vida política, através de um processo que não tive direito de defesa. É evidentemente uma coisa inaceitável, violência, violação de meus direitos individuais como cidadão. Vou lutar para anular este processo. Vou continuar lutando! Tenho que provar minha inocência porque me obrigaram a isso, pois fizeram a inversão do ônus da prova. Agora, sou eu que tenho que provar que sou inocente! A oposição está caminhando de maneira acelerada para uma radicalização da vida política no Brasil. Eles querem levar a uma radicalização. O ódio, a forma como estão fazendo política, a violência verbal deles é absurda. Só antecede a violência de fato, porque todas as vezes na história do Brasil em que vivemos períodos com grau de violência verbal e de violação das normas democráticas tivemos depois períodos de violência. Infelizmente estamos assistindo tudo isso de novo.

DM — Acha que isso vai acontecer sempre?
Dirceu —Não. A sociedade brasileira vai repudiar isso. Isso é vergonhoso. Por exemplo, porque o Eduardo Azeredo (PSDB) não pode ser investigado, não pode ser processado pelo Conselho de Ética e não pode ter seu mandato cassado? Parlamentares do PSDB não podem ser processados? Então, são dois pesos e duas medidas. O PT pode ser investigado, mas não pode investigar o PSDB. Pode-se investigar o governo do presidente Lula, mas não se pode investigar o governo do FHC. Então, na verdade, o PSDB também assumiu uma hipocrisia total. Está provado porque os documentos estão aí mostrando que havia esse esquema em 1998, no governo FHC.

DM — Qual é o principal malefício deixado por FHC?
Dirceu —Creio que foi a dívida interna. O desmonte do aparelho do Estado, o processo de endividamento externo, a crise energética e o baixíssimo crescimento econômico aliado ao desemprego e à desorganização, inclusive, de alguns ministérios estratégicos para o País.

DM —O Brasil está no caminho certo?
Dirceu —Eu acredito que o País precisa de mais investimentos em educação e infra-estrutura. Precisa melhorar também sua estrutura tributária. É necessário ainda uma política de juros menores, do alongamento da dívida interna; precisamos ter juros mais altos a longo prazo, e mais baixo a curto prazo. É preciso criar um mercado para títulos da dívida interna que viabilize uma redução dos serviços, porque o País faz um sacrifício enorme para pagar isso. Retira R$ 80,100 bilhões dos investimentos da poupança, do consumo, das famílias, dos cidadãos, para pagar serviços da dívida interna desfrutados por uma minoria do País. Isso é um processo de concentração de renda... E o País precisa dessa reforma política administrativa; então, temos desafios, precisamos de mudanças na economia, precisamos avançar na política industrial e de inovação tecnológica.

DM —Por que o presidente não mexe, então, na legislação tributária?
Dirceu — No Congresso há muita resistência. Na sociedade também a mudanças na estrutura tributária é muito difícil de ser aceita de imediato. Não é fácil o governo, o Estado brasileiro, abrir mão da arrecadação que tem hoje da receita, exatamente por causa do problema da dívida interna, do rombo da Previdência. Temos que reduzir pela metade, nos próximos dois, três anos, o déficit da Previdência.

DM —O Brasil é um País de corruptos?
Dirceu —Acredito que a corrupção exista tanto na empresa privada como nas organizações não-governamentais, como também no governo, no Estado brasileiro. É preciso ser combatido, é preciso criar mecanismos de controle, fiscalização e repressão. Por isso que se melhorou o combate à lavagem de dinheiro.

DM —Bush veio reforçar Lula?
Dirceu —Não, acho que os Estados Unidos sabem da importância que o Brasil tem na América do Sul e Latina. O Brasil é um dos maiores países do mundo, uma das maiores economias, uma nação, uma verdadeira civilização.

DM —Mas a visita foi ao presidente do Brasil ou ao País?
Dirceu —Acho que ao Brasil.

DM —Bush é repudiado no mundo inteiro. Como um ex-guerrilheiro vê as relações do presidente americano com o Brasil?
Dirceu —Isso é natural. Você não escolhe com quem mantém relações políticas, não sabe qual será o interlocutor eleito que representa um partido ou govenro. Você tem que manter a relação num certo padrão e nos termos que estão estabelecidos pelas regras da diplomacia e do direito internacional.

DM —FHC não recebeu a mesma consideração.
Dirceu — Acredito que há agora uma relação melhor, mais elevada entre o Lula e o Bush, entre Brasil e EUA.

DM —FHC se preocupava com política internacional?
Dirceu —O presidente Fernando Henrique Cardoso nunca deu importância ao Mercosul, e nem deu importância para uma agenda de integração econômica, de infra-estrutura e energia da América do Sul. Isso é uma política do PT, do presidente Lula. Tem raízes também da política externa do Brasil em outros momentos históricos, não vou negar isso. O Brasil teve operações americanas com Juscelino Kubitschek, no pragmatismo responsável do governo Geisel. Não vou negar que faz parte também da tradição do Itamaraty, mas não do governo FHC. Esse governo não tinha a presença e liderança que temos hoje no mundo. Isso é inegável, ainda que os tucanos façam tudo para esconder!

DM —Vai ser candidato?
Dirceu —Vou resolver em maio do ano que vem.

DM —Mesmo sendo absolvido não tem certeza se vai ser candidato?
Dirceu —Não tenho.

DM —Por quê?
Dirceu —Por que quero decidir isso em maio.

DM —Não é porque as acusações deixaram ressentimento no senhor?
Dirceu —Não, deixei de ser deputado uma vez. Tenho dois convite para ir aos Estados Unidos estudar e vou decidir isso. Estou concentrado em minha defesa e na luta pela absolvição no dia 23, em plenário. Fora isso não tenho plano nenhum, não decidi nada ainda.

DM —Parece que tem uma boa ligação com Goiás...
Dirceu—Tenho, acompanho sempre a política goiana. Tenho amigos e também existe a proximidade com Brasília, fora a família da minha mulher, que é de Jataí. Minha sogra, Luzia Garcia Andrade, é pintora.

DM —Mas tem possibilidades de ocorrer absolvição?
Dirceu —Tenho o direito de ser absolvido; se eu não tiver o direito de ser absolvido, então, não tem mais democracia no Brasil.

DM — A oposição terá outro foco se for absolvido?
Dirceu —Ela colocou todo mundo na alça de mira. Eles não respeitam nada. Não têm respeito nem pela figura do presidente nem pela instituição da Presidência da República. Hoje, o linguajar da oposição é o linguajar da sarjeta.

DM —Se refere à histeria de ACM Neto?
Dirceu —A todos que estão falando e desrespeitando a instituição e ao presidente da República. Eles merecem o repúdio da sociedade. Isso não vai levar a nada e só vai agravar a situação do Brasil.

DM —A absolvição de Sandro Mabel pode ajudar o senhor em seu processo?
Dirceu —Claro. Primeiro, porque ele merece e precisa ser absolvido. Não há provas contra ele. Contra mim também não existem provas! Não se trata das mesmas questões ou mesmos problemas, não vou querer comparar, porque seria uma injustiça minha com Mabel, mas é evidente que ele está sendo absolvido porque está se fazendo verdadeira justiça. Não há nenhuma prova contra ele. Pelo contrário, acho que a deputada Raquel Teixeira (PSDB) tinha que responder pelo que fez.

DM —Mas testemunho oral não é prova?
Dirceu —No caso do Sandro Mabel não tem prova nenhuma, não tem nenhum indício, nenhuma evidência... Nada.

DM —Palavra contra outra?
Dirceu —É, ela não era pessoa isenta. Tinha interesses em prejudicar Mabel, acho que era uma vindita política, vamos dizer assim.

DM —Que forças vão se integrar junto ao PT em 2006?
Dirceu —Acho que as forças que apoiaram o governo: PSB e PC do B. Espero que o PL continue na coalizão. O vice-presidente era do PL, agora está no PMR, mas espero que o PL continue. E queremos apoio do PMDB.

DM —Garotinho tem condições de ser candidato?
Dirceu —Acho que vai haver uma disputa interna do PMDB porque tem outros candidatos como Roberto Requião. Vai ter uma prévia e Garotinho está trabalhando para ganhar. Ele tem chances reais de ganhar a prévia, mas não é tão simples, porque os senadores — e a maioria dos governadores, pelo menos — têm manifestação contrária à candidatura dele. Agora, ele é um candidato forte porque tem 15% de votos na pesquisa.

DM —Terá um fato novo?
Dirceu —Sempre tem. Em política, sempre pode surgir. É temerário dizer que não pode surgir candidatura nova num partido que empolgará o eleitorado. Apesar de que a candidatura do Lula e a candidatura do PSDB juntas somam quase 70% dos votos, dando mostras de que a eleição já está toda polarizada.

DM —Vai estar com o presidente Lula na reeleição?
Dirceu —Não posso dizer isso agora. Vamos esperar: não quero fazer nenhum pré-julgamento, nenhuma previsão para 2006. Primeiro, quero chegar no dia 23, ser absolvido... Aí, depois, quero planejar minha vida. A única coisa que tenho de compromisso é escrever o livro. Tenho outro desafio: dentro de um ano, nos Estados Unidos ou no Brasil, estar falando inglês.
Oposição sem ética
José Dirceu diz que o governo Lula e ele são alvo de denúncias de partidos que romperam todas as regras democráticas e de civilidade. Deputado acusa CPI dos Bingos de ser ilegal


09/11/2005
Ulisses Aesse
Editor de Reportagem
Welliton Carlos
Da editoria de Economia


Para o ex-ministro José Dirceu, a imprensa tem atuado de forma diferente quanto à apuração das denúncias feitas no Brasil. Ele lembra fatos que ocorreram na época do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e que não tiveram nenhum destaque por parte dos veículos de comunicação. Dirceu cita como exemplo os processos de privatização que ocorreram no governo de FHC, muitos criticados e denunciados, e que foram, de certa forma, evitados pelo noticiário naquele momento.

Na entrevista que continua abaixo, Dirceu lembra que não guarda nenhuma mágoa ou ressentimento do deputado Roberto Jefferson (cassado pela Câmara) e que o acusou de ser o “chefe do mensalão”. De acordo com o ex-ministro-chefe da Casa Civil, é comum as pessoas terem decepções na vida profissional, amorosa e mesmo política.

José Dirceu aproveita a entrevista dada ao Diário da Manhã para condenar o papel da oposição, que, segundo ele, tem agido de forma equivocada, sem ética e violando o regimento do Senado e do próprio Congresso Nacional. Para isso, ele critica a criação de três CPIs, todas com o intuito de prejudicar a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A CPI dos Bingos investiga tudo, menos os bingos. Bingo mesmo não está sendo investigado. Está sendo investigada é a morte de Celso Daniel”, prefeito de Santo André, filiado ao PT, assassinado em 2002.

Para Dirceu, ao agir assim, a oposição utiliza-se de um instrumento antidemocrático, o que pode ser prejudicial para ele em um tempo futuro.

DM – Para o senhor, a Veja tem interesse de colocar alguém, um tucano, por exemplo, no poder?
Dirceu – Claro. A Veja fez campanha para o (José) Serra em 2002, em 2004. Eu acho, também, que a Folha (de S. Paulo) não tem como esconder que ela favoreceu o Serra nas duas campanhas.

DM – O senhor acha que a Globo está agindo isentamente?
Dirceu – Não tenho acompanhado, acompanho mais a Folha (de S. Paulo) e o Correio Braziliense do que o jornal O Globo e o Estado de S. Paulo. Apesar que eu leio clipping e resumo todos os dias, mas não tenho tempo para ler todos os jornais. A imprensa vai alegar que é a opinião pública que pressiona a imprensa, (os e-mails, as cartas, os telefonemas), mas na verdade nós chamamos, o Nelson Breve, que é nosso assessor, e eu, de “Opinião Publicada”. A verdade é que uma parcela grande da imprensa fez uma opinião pública, construiu essa idéia que o governo do Lula tinha acabado, que o governo é corrupto, que o PT é corrupto. Se você analisar as denúncias que aconteceram no passado contra o PSDB e PFL, você vai ver que a imprensa não tratou da mesma forma, da mesma maneira. Basta ver que esse problema de caixa 2 e as planilhas do Bresser Pereira (ministro da Fazenda) que caíram estão em esquecimento, tem o caso da Casa Branca, 32 milhões de reais em 2002 da produtora da campanha do José Serra, que caiu no esquecimento. Tem as denúncias que surgiram em torno das privatizações e todas denúncias em torno do governo Fernando Henrique Cardoso, tirando determinados momento que a Folha de S. Paulo particularmente fez coberturas muito fortes em relação ao governo Fernando Henrique Cardoso (e denúncia de corrupção e tudo, compra de votos, CPI da corrupção), o tratamento não é o mesmo.

DM – O senhor acha que a imprensa o escolheu só por ser o mais próximo do presidente ou o senhor acha que se tivesse outra pessoa que não o “José Dirceu”, essa pessoa estaria na mesma situação que o senhor?
Dirceu – Eu não diria que a imprensa me pegou. Eu tinha um papel importante no PT, na campanha e tive no governo. A medida em que Roberto Jefferson me acusou, até aceito e seria natural que eu fosse investigado, quero ser investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, eu não temo ser investigado pelas CPIs... O problema é que a imprensa não reconhece que não há provas contra mim, que estão me cassando, que é uma cassação política. É um banimento pela segunda vez na vida do País, sem provas.

DM – Não reconhece?
Dirceu – Ela encobre, faz de conta que não existe esse assunto. Por exemplo, a imprensa aos poucos foi transformando no Brasil direitos de defesa e recurso judicial em chicana jurídica, em postergação para condenação. A coisa é tão descarada que eles nem se dão ao cuidado de dizer que você vai ser julgado, você está postergando julgamento. Eles falam que você está postergando a condenação. Então, eles já decidiram que você está sendo cassado. A imprensa decidiu que eu tenho que ser cassado.

DM – O senhor tem alguma mágoa do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB)?
Dirceu – Não, não tenho mágoa, nem ressentimento. Não trabalho com mágoa e nem ressentimento. Se trabalhasse com mágoa e ressentimento nesses últimos 40 anos de vida política que tenho, teria morrido de enfarte ou teria tido câncer. Na política e na vida pessoal política, empresarial, familiar, profissional, social, você tem decepções, traições, mas tem também surpresas e tem também gestos de solidariedade inacreditáveis. Eu, por exemplo, me sinto reconfortado pela solidariedade que tenho, pelo apoio que tenho. Não me faltou apoio nesses seis meses.

DM – Como é a vida do senhor nas ruas, por onde anda?
Dirceu – A Folha de S. Paulo tentou criar um clima de manifestações contra mim. Acho que o objetivo foi esse, a coisa foi descarada, mas nunca tive nenhum problema nas ruas. Viajo de avião, faço compras, saio com a família, vou a restaurante. É evidente que sempre você tem manifestações de solidariedade e algumas de protestos. Isso faz parte da democracia, mas jamais fui desrespeitado. Nunca! As pessoas me respeitam, podem não concordar, manifestar seu desagrado, vir conversar comigo dizendo que estão decepcionadas, mas da mesma maneira que existe pessoas decepcionadas, tem dez vezes mais as que vêm me prestar solidariedade, pedir autógrafo, tirar fotografias. Julho, agosto, outubro para novembro, mudou completamente minha situação porque foi ficando claro que não há provas contra mim e fui conseguindo expor meus pontos de vista. Fui a vários programas, dei várias entrevistas. Fui a programas de rádio e televisão. Na verdade existe uma oposição e uma rejeição ao PT e ao presidente Lula, nosso governo, mas faz parte da disputa política no Brasil. O Lula não foi eleito com 5% dos votos, foi eleito no primeiro turno com 40%, acho, dos votos. É natural também que haja alternância de poder, disputa pela reeleição, e que haja oposição, o papel da oposição é fazer oposição, investigar e fiscalizar o governo.

DM – Concorda com a oposição como ela é feita no País?
Dirceu – Não. Acredito que eles (partidos) romperam todas as regras de civilidade e todas as regras democráticas, com o processo que eles estouraram, de três CPIs. Essa CPI dos Bingos, por exemplo, é uma CPI totalmente ilegal. É uma CPI que não respeita o próprio requerimento que foi aprovado pela constituição da CPI, que é para investigar bingo. Bingo mesmo não está sendo investigado, está sendo investigada é a morte do Celso Daniel, que é um absurdo, que a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo já fizeram uma investigação e estão fazendo uma segunda. E começam a investigar qualquer notícia que surja no jornal. Quer dizer, amanhã, pode ter uma maioria no País que faça isso de novo contra o PFL e contra o PSDB. Estão usando um instrumento antidemocrático na minha opinião. Estão violando o regimento do Senado, do Congresso.

DM – E fazem o senhor aparecer na televisão, na imprensa...
Dirceu – Abertamente, e o pior: ninguém protesta e nem denuncia isso.


Tentativa de golpe branco
Deputado diz que PSDB quer criar clima de golpismo, acredita em absolvição e fala de livro em que vai revelar bastidores do poder


09/11/2005


N esta parte da entrevista, José Dirceu fala sobre projetos de fazer livro a respeito dos 30 meses na Casa Civil. Ao contrário do divulgado na imprensa, não pretende ir para uma ‘ilha deserta’ com escritor Fernando Morais para realizar gravações. “Pode ser num apartamento mesmo”, diz sorrindo. Apesar da tensão que antecede o dia final que será julgado pelo plenário da Câmara dos Deputados, afirma que assiste muitos filmes e corre todos os dias. Nega com convicção qualquer estado depressivo. Mas denota estar ansioso para a chegada do grande dia que será julgado.

Não perdoa a oposição e compara a prática política do PSDB com o PT quando estava fora do poder. Diz que Fernando Henrique Cardoso recebeu melhor tratamento do que Lula. “Não defendi o Fora-FHC”, fala. Para o parlamentar, existe uma tentativa de golpe branco contra a sustentabilidade do governo Lula. E o PSDB seria o instrumentalizador.

DM — O PT fazia oposição xiita no governo de FHC, correto?
Dirceu — Não, não fiz isso e o PT não fez. Primeiro, que Fernando Henrique Cardoso não deixou instalar nenhuma CPI. Quando perdeu na assinatura derrubou na Comissão de Constituição e Justiça; e quando perdeu na Comissão de Constituição e Justiça derrubou de outra forma. Nunca, portanto, teve CPI.

DM — Faziam algo ilegal para não ter CPI no governo FHC?
Dirceu — Não, mas tinha a maioria (na Câmara Federal). Fernando Henrique usou a maioria que tinha e nunca deixou ter investigações.

DM — Usou máquina administrativa na época, então?
Dirceu — Usou parlamentares, emenda, nomeações, poder... Usou tudo.

DM — O senhor acredita na sua condenação?
Dirceu — Tenho chances reais de reverter no plenário a minha condenação porque não há provas, porque nesta situação, com a evolução da disputa política, vai ficando evidente que tudo que a oposição quer é a cassação. A oposição chegou a exigir do presidente Lula que ele não fosse candidato à reeleição, que não percorresse o País, não falasse com o povo. Isso é um golpe branco que quiseram dar. Chegaram a falar em impeachment sem nenhuma base legal, sem nenhuma prova, sem consistência. Agora estão voltando de novo nisso. Essa matéria da revista Veja sobre Cuba, a maneira como estão tratando essa questão da Visanet... Porque o mínimo da Visanet é o direito à dúvida e à presunção de inocência. Quer dizer: tem que provar que não houve prestação de serviços. E outra coisa: essa questão da Visanet já saiu na imprensa há alguns meses. É matéria requentada também. Isso já saiu nos jornais. Nós vimos, nossa assessoria viu e conferiu que essa notícia teria saído em julho. É uma matéria requentada para criar o clima de criminalização do PT e desestabilização do governo. O objetivo é não deixar o governo se estabilizar, não deixar o governo governar e por quê? Depois de seis meses o Lula continua forte nas pesquisas, o PT continua liderando, o PT fez o processo de eleições internas diretas e foi um sucesso.

DM — Acha que o pior já passou ou vai piorar?
Dirceu — Não, acho que vai continuar a disputa política, pelo tom dos discursos na convenção do PSDB (realizada no domingo, 6), pelo desrespeito ao presidente e pelo baixíssimo nível, pela violência que o PSDB está tratando. Esse partido está introduzindo na política um grau de ódio e violência que vai se voltar contra ele. Porque na democracia é assim: da mesma forma que ocorre com a gente tal violação no devido processo legal, dos direitos de defesa, esse desrespeito às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), a tentativa de achincalhar a Justiça, a pressão que a mídia fez sob o Supremo, isso tudo viola os direitos que serão deles amanhã. Veja, a mídia começou a fazer pressão no Supremo Tribunal Federal e isso, evidentemente, viola os direitos individuais. Viola o estado de direito da democracia, que não fica imune. Acredito, com toda certeza, que o PSDB está com esse tom de discurso, de surrar o presidente da República.

DM — FHC não foi à convenção do PSDB porque achou que iam pesar no discurso?
Dirceu — Não sei o motivo dele não ter ido. Mas evidentemente que não há como não comparar as duas posturas. O PT fez um encontro em 1999 e defendi nessa reunião — inclusive ganhei junto com outros companheiros e companheiras — a tese de que nós não podíamos assumir a palavra de ordem “Fora FHC!”, de fazer impeachment de Fernando Henrique, de exigir renúncia, porque considerava aquilo violação da democracia. E eles estão fazendo isso abertamente agora. E pior, fazem bem pior, porque quando não tem respaldo da opinião pública, se escondem por detrás do PFL, se escondem por detrás da iniciativa de terceiros... Eles têm os laranjas, que ficam propondo impeachment do presidente Lula.

DM — Já vivenciou antes um processo político como este?
Dirceu — O Brasil já viveu campanha contra corrupção, contra ‘subversão’ em 1963 e 1964. E, depois, nunca tínhamos visto tanta corrupção como no regime militar e o golpe foi dado exatamente contra a corrupção. Na verdade, aquilo era pretexto. Volto a repetir: as denúncias de corrupção precisam ser apuradas, responsáveis precisam ser punidos, mas não é verdade que o governo do presidente Lula é corrupto e muito menos que o PT é corrupto. O PT vai pagar, vai responder pelos erros que cometeu. O resto é instrumentalização política da oposição para tentar inviabilizar o governo do presidente Lula, a credibilidade do presidente Lula no poder. É uma tentativa de cassar o registro do PT e banir o partido da vida política do País. Tanto isso é verdade que não ficou só em mim. Eles foram para Gilberto Carvalho, para Palloci, para a família do presidente. E não pára. O processo continua.

DM — Esses fatos ameaçam a vida democrática do País?
Dirceu — Não, não acho que há uma ameaça à democracia nem às instituições. Mas ameaça a estabilidade do País. O que existe é uma tentativa de desestabilizar o governo e uma tentativa de inviabilizar o governo Lula e de impedir a reeleição do presidente, porque, nas urnas, eles tendem a perder. O governo está se recuperando, o presidente, também. E o PT está crescendo novamente. Vai ser uma disputa dura e difícil para eles em 2006.

DM — Parece que há um certo distanciamento do senhor com o presidente?
Dirceu — Não, não há nenhum distanciamento. Nenhuma mágoa entre eu e o presidente. O que há é a realidade: sou ex-presidente do PT e ex-ministro. Não tenho a mesma relação com o presidente. A relação agora é outra: se fosse ministro estaria todos os dias despachando com ele. Se fosse presidente do PT também estaria regularmente com ele. Mas sou deputado federal e estive com ele na reunião da bancada, quando convidou parlamentares. Estive duas vezes com ele. É razoável para quem foi ex-ministro e ex-presidente. Conversamos sobre a situação política. Aliás, numa das vezes era também uma reunião social. Então acho normal e natural o que ocorre agora. Presidente tem é que governar o País, tem suas responsabilidades administrativas. O PT tem mesmo que enfrentar a crise. Nós temos que enfrentar, os deputados, a bancada do PT. Mas a prioridade do presidente é o País, o governo. Logo, não é problema dele a defesa, nem os problemas internos do PT.

DM — Esse processo deixou o senhor deprimido, com algum problema de saúde?
Dirceu — Não, não, não. Faço exercício diariamente. Não fumo, bebo pouco, leio, vejo filmes, viajo. Tenho uma vida normal: trabalho, sou deputado, acompanho o parlamento. Não faltei a nenhuma sessão na Câmara. Quando falto é justificado: é porque estava no Conselho de Ética fazendo depoimento ou porque estava em viagem de representação da Câmara. Fui em todas reuniões do PT até extinguir meu mandato no diretório.

DM — Sobra tempo para correr todos os dias?
Dirceu — Religiosamente: todos os dias. Ontem mesmo caminhei nas ruas. Geralmente faço esteira, mas está muito quente, abafado, por isso corro nas ruas.

DM — É cinéfilo? Tem tempo para ir ao cinema?
Dirceu — Vejo muitos filmes em casa. De tudo um pouco. Vejo drama, épico, comédia...

DM — Parece que gosta de pintura, de artes plásticas?
Dirceu — Tenho alguns quadros. A minha sogra, dona Luzia, é pintora, tenho vários quadros dela. Alguns pintores goianos, Omar Souto, Oliver, Dina Cogolli...

DM — Não faz nada de artístico? Atua, escreve, toca instrumentos?
Dirceu — Já fui empresário (quase seis anos), servidor público (cinco anos) na Assembléia Legislativa de São Paulo. E sou advogado há 20 anos, mas advoguei somente um ano.

DM — Cassado ou absolvido, o que pretende fazer?
Dirceu — Qualquer coisa que aconteça, cassado ou não (mas eu não creio que serei cassado), pretendo voltar a advogar. Vou repensar e refazer a minha vida, porque depois de dez anos de presidência do PT, nessa luta toda que travei de 95 a 2005, depois de tudo que aconteceu, acho razoável que faça uma reflexão.Tenho uma idéia de fazer um livro com o Fernando Morais sobre a experiência na Casa Civil.

DM — O senhor vai escrever na primeira pessoa?
Dirceu — Não, ele vai me ajudar, mas eu que vou fazer e escrever o livro.

DM — O senhor acha que esse livro é para quando?
Dirceu — Mais rápido possível, talvez, no final do ano.

DM — Isso é para soltar, liberar, desopilar o que tem dentro do senhor ou é para ganhar dinheiro e pagar advogados?
Dirceu — Não, acho que é porque tenho a obrigação de fazer um balanço dos 30 meses na Casa Civil, de relatar como era o meu dia-a-dia de ministro. Falar muito do que não falei ainda, dos debates, das divergências, do que o governo fez, da importância das mudanças que fizemos no País. Falar do Planalto, dos avanços que o governo Lula conseguiu, e também dos erros, desafios, falar um pouco do Brasil, sobre o que fiz, desmistificar muito o que se fala da minha pessoa como ministro e político.


Entrevista
‘A imprensa me linchou’
Ex-ministro da Casa Civil diz estar sendo acusado de chefiar esquema do mensalão sem existir provas, critica oposição de tramar golpe branco para inviabilizar o governo Lula e fala sobre futuro político


09/11/2005


Quatro goianos repousam silenciosamente nas paredes brancas do apartamento do ex-ministro e hoje deputado federal José Dirceu (PT), localizado na Quadra 311, da Asa Sul, em Brasília. Os artistas plásticos Omar Souto, Oliver, Luzia Garcia e Dina Cogolli (ela é italiana, mas mora em Goiás) dão um toque especial e sincronia cromática ao ambiente decorado discretamente num estilo neoclássico e iluminado pela luz do sol, que, mesmo filtrada pelas venezianas, invade a sala de dois ambientes do apartamento funcional com direito ao canto das cigarras lá fora. Na entrevista com o ex-ministro-chefe da Casa Civil, percebe-se certa erudição (na grande mesa de centro da sala, embaixo da enorme prancha de vidro, vários livros de pintores, como o goiano Siron Franco e o pernambucano (Francisco) Brennand; na mesa de televisão Phillips de 29 polegadas, a cinegrafia (em DVD) completa do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Em uma das mesas laterais, a seleção de fotografias recorda José Dirceu com a família. Noutra, num momento de intimidade, de extrema alegria, brinca com um ‘biloquê’. Dirceu estava longe do período de tensão que vive agora. Vestido numa camisa vermelho sangue, num habitual brim azul e mocassim (sem meia), o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República recebe, com um sorriso aberto, de quem está bastante tranqüilo, a reportagem do DM. Rompe o silêncio pela primeira vez numa extensa entrevista que publicamos em quatro páginas. Atencioso, chega a oferecer água, café ou suco aos presentes. José Dirceu, uma das lideranças do PT, que enfrenta hoje processo na Câmara dos Deputados que poderá cassar seu mandato, diz que é vítima de um golpe tramado pela mídia e oposição. Nas suas respostas, num tom monocórdio, sem altos e baixos, o deputado diz que se considera “réu sem provas”. É preciso ler nas entrelinhas algumas declarações, pois revelam parte do futuro político do PT e do próprio ex-homem forte do governo, que já avisa: vai fazer um livro sobre 30 meses na Casa Civil. Dirceu critica a revista Veja, a quem atribui ter feito, de forma escancarada, campanha para José Serra. Enérgico nas colocações quando o assunto é a revista, Dirceu não tem dúvidas de que a publicação é hoje instrumento a serviço do PSDB. Demonstrando confiança, acompanhado do assessor Nelson Breve, um de seus escudeiros, esmiuça definições de projeto futuro como, por exemplo, a publicação do livro, que terá auxílio do biógrafo Fernando Morais (Olga e Chatô, o Rei do Brasil).

Diário da Manhã – O senhor crê que a imprensa, ao invés de contribuir com a democratização, às vezes, faz o contrário?
José Dirceu – Veja bem: a imprensa, no caso do Brasil, primeiro é bastante concentrada, apesar de termos jornais regionais, municipais. Segundo, uma pequena elite só do País lê jornais, apesar de que hoje temos a internet on-line. Ela tem ajudado o País no processo político, no processo de democratização. Não se pode fazer um julgamento, também peremptório, de que a imprensa não tem ajudado. Ela em diferentes momentos jogou um papel bastante político, por exemplo, uma parte da imprensa apoiou o golpe militar e inclusive deu cobertura para a repressão nos anos da ditadura militar. Isso é público e notório. Uma parte da imprensa fez tudo para derrubar Juscelino Kubitschek nos anos de 55 a 59. Uma parte da imprensa conspirou abertamente para derrubar João Goulart – e aquilo era uma violação da Constituição. Se você for retomar o mar de lama do Getúlio Vargas, você vai ver que a imprensa jogou um papel, também, como jogou também na democratização, na campanha das Diretas, no impeachment do Collor. Então é preciso desmistificar: a imprensa tomou partido. A imprensa participa dos eventos políticos do País.

DM – E se equivoca às vezes?
Dirceu – Comete erros gravíssimos. Tem livros como o do Luis Nassif, como o do Mário Rosa que mostram, em parte, como a imprensa cometeu erros graves.

DM – Como o senhor vê o papel da mídia? Qual o futuro de um País que tem a mídia como essa que temos no Brasil?
Dirceu – Acho que realmente a imprensa me prejulgou e linchou. Por exemplo, no caso do prefeito (de Cruzeiro d’Oeste, no Paraná), que é meu filho, Zeca Dirceu, o modo como a imprensa retratou é um pré-julgamento. Primeiro que a imprensa teve acesso aos processos sem os advogados terem. E a imprensa já traz testemunhas como se fosse a pena, como se fosse um julgamento e condenação. Então a coisa é grave. Porque uma testemunha falou e já está tudo provado. Isso está acontecendo muito. Não há nenhum crime. Ele (Zeca) era funcionário, era chefe de um escritório da Secretaria de Emprego e Renda de Umuarama e antes era secretário de Indústria, Comércio e Turismo do Município, porque o prefeito anterior o PT apoiou, elegeu e depois rompeu com o prefeito, que era do PPS. Ele tinha apoio do governador e o governador já declarou que ele estava falando em nome do governo. Ele tem apoio dos deputados das bancadas, dos prefeitos, mas não adianta. O Ministério Público anunciou que ia denunciar e depois denunciou e a imprensa fez.

DM – O senhor se julga “um réu sem provas”?
Dirceu – Claro, totalmente sem provas.

DM – Estão tentando pegar o seu filho para ver se conseguem formular provas contra o senhor, que, até agora, não existem?
Dirceu – Na verdade eles fizeram um jogo antes da votação do Conselho de Ética, eles foram trazendo à tona, colocaram na pauta essa questão do Zeca Dirceu, colocaram na pauta a questão do empréstimo daquele Onix Lorenzoni (PFL), que fez uma denúncia vazia. Inclusive ele quebrou o decoro parlamentar porque deu publicidade ao sigilo, convocou uma reunião reservada e depois dá uma coletiva. Isso a TV Senado gravou tudo. Então, como se dá uma coletiva se a reunião é reservada? Isso mostra que a imprensa todinha é articulada para divulgar uma denúncia vazia. Meu filho, essa do Onix Lorenzoni e a coisa do Roberto Marques, que a própria imprensa também transitou em julgado na imprensa. Houve durante meu processo, por exemplo, essa questão que o Roberto Jefferson foi cassado, porque não ficou comprovado que tinha mensalão e estou sendo acusado de ser o chefe do mensalão. Isso a imprensa esconde. Segundo, que o PTB retirou a ação. A imprensa desapareceu com esse tema também. Quer dizer, não há prova nenhuma contra mim, porque não tenho participação no chamado mensalão ou na retirada de recursos, no nome que se dê. Também isso desapareceu. Então fica assim: eu sou chefe de um esquema de arrecadar recursos ilegalmente ou de corrupção para pagar e/ou comprar parlamentares, o chamado mensalão. Essa é a acusação. E há a acusação que eu tinha que saber: se eu não sabia, pior ainda. Aí que eu tinha que ser condenado. Então é presunção de culpa e inversão das provas. Eu que tenho que provar que sou inocente.

DM – Isso tudo começou com o tesoureiro, no caso Delúbio Soares. O senhor não acha que há semelhança com o caso do impeachment do presidente Collor? Podemos dizer que seria ‘golpismo’ de alguns grupos (políticos) que tentam dominar o Brasil?
Dirceu – Não, eu diria, sempre falo e repito que não se pode jogar criança junto com água. Se tem denúncia de corrupção, tem que ser apurado. Se houve por parte do PT essa tomada de empréstimos através das empresas de Marcos Valério em bancos e o repasse para pagamento de campanhas ou para campanhas eleitorais, do PT e de outros partidos, isso é ilegal, tem que responder perante a Justiça eleitoral. Agora, o que aconteceu a partir dessas denúncias, desse fato, construiu todo um movimento para inviabilizar a reeleição do Lula, depois para desestabilizar o governo, depois para derrubar o governo. A verdade é essa. Acabei sendo o símbolo de tudo isso. Quer dizer, me cassar passou a ser o preço para atingir o PT e o governo do Lula. A verdade é essa. Não estou sendo cassado por que sou José Dirceu, o deputado federal. Eu estou sendo cassado porque fui presidente do PT, porque coordenei a campanha do Lula, fui ministro durante 30 meses na Casa Civil, pelo que represento nessa luta toda para a esquerda chegar ao governo do Brasil. A verdade é essa.

DM – Costuma-se falar que o senhor é arrogante, com semblante fechado. Acha que a imprensa tem má vontade por apresentar essa imagem?
Dirceu – Não, não acredito que seja isso. Isso pode ocorrer, pelo excesso de trabalho que tinha, pela agenda lotada, pelas funções que acumulei, pela minha história. Porque a imprensa cria imagem. Nesse começo do governo do Lula, a Folha (de S. Paulo) começou a dizer que eu era sombra, aí eu protestei e falei: sombra? É alguém que não tem publicidade, visibilidade. Todos os cargos que assumi tiveram eleição direta. Pelo centro acadêmico, na UEE, fui deputado estadual, deputado federal três vezes, fui candidato a governador. No PT fui eleito a última vez por eleição direta. Sou ex-ministro de Estado, como posso ser sombra? Sombra do quê? Fui presidente do PT por sete anos, secretário-geral por cinco anos, isso era público. Sombra podia falar na época da clandestinidade, mas também não era porque eu tinha uma identidade assumida. Era uma pessoa pública. Não há nada que me desabone nos anos que passei na cidade (Cruzeiro dOeste). Passaram 30 anos e não tem nada que me desabone. Fez 30 anos agora em abril que cheguei lá. Então a imprensa faz isso. E o caso que sempre cito é o Sombra Sérgio Gomes, que nunca teve apelido de Sombra. O apelido dele era chefe. A imprensa sabe que o apelido dele era chefe. Ele era chamado assim pelos amigos, pelos funcionários, dirigentes do PT. Mas virou sombra? Por que sombra, se ele também era pessoa pública? Foi assessor do Celso (Daniel), chefe de gabinete, ele tem vida empresarial, endereço, família, vive publicamente. São apenas clichês que a imprensa inventa para denegrir a imagem.

DM – Por que parte da imprensa inventa clichês e denúncias para prejudicar a imagem dos políticos?
Dirceu – Porque é a luta política, é a disputa de interesses, a disputa pelo poder. A imprensa faz parte dessa luta e não adianta dizer que não. A revista Veja está jogando nesse momento o papel do conservadorismo, da direita, de agrupar e dirigir o eleitorado grande do Brasil, de forma conservadora.
Receita inicia nova operação anticontrabando em Foz



Com a apreensão de R$ 138 milhões em mercadorias, a Receita Federal do Brasil terminou hoje a operação "Cataratas", a maior de combate ao contrabando já realizada no País. Mas o cerco vai continuar. Os fiscais já iniciaram, hoje mesmo, uma nova operação, a "Fronteira Blindada", que deverá estender-se até 30 de junho de 2006.

O nome da operação mudou, mas, segundo a assessoria da Receita, as estratégias e a logística dos trabalhos continuam as mesmas: postos fixos 24 horas, postos não definidos, equipes volantes para serviços de busca e fiscalização e integração com as polícias Federal, Rodoviária Federal, Rodoviária Estadual, Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e Departamento de Estrada e Rodagem (DER)

A Receita calcula que o Brasil perde anualmente cerca de US$ 10 bilhões em arrecadação de tributos com o contrabando e a região de Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina, é uma das principais rotas do contrabando.

A operação "Cataratas" teve início há 12 meses. Durante esse período, as fiscalizações, serviços de busca, perseguições, ações surpresas e serviços de inteligência não tiveram hora para acontecer nem respeitaram fins de semana e feriados. De acordo com a Receita, houve uma redução em mais de 60% no volume de mercadorias ilícitas e na extinção dos comboios.

Entre as mercadorias apreendidas, estão produtos de informática, equipamentos eletrônicos, cigarros, CD´s e DVDs e 1.266 veículos. Além dessas mercadorias, foram apreendidos 2.176,87 quilos de maconha, 13,34 quilos de cocaína e 22,67 quilos de crack.

11 Novembro 2005

PF faz operação para prender fraudadores do INSS



Cerca de 110 policiais federais e três funcionários da força-tarefa previdenciária do INSS, em continuidade à operação Centurião, que investiga um grupo de extermínio, iniciaram na manhã de hoje (10) o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e mandados de prisões com o objetivo de desmontar uma quadrilha formada por policiais militares e servidores do INSS.

Os funcionários da previdência falsificavam CND - Certidão Negativa de Débito - para diversas empresas e prefeituras do Estado do Amazonas, objetivando que estas participassem de licitações públicas e os municípios recebessem repasses financeiros do governo.

Os criminosos são acusados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos públicos, uso de documento falso, inserção de dados falsos nos sistemas do INSS e formação de quadrilha ou bando.

Os federais descobriram a ação criminosa dos servidores quando investigavam uma empresa de segurança privada que se beneficiava do esquema de falsificação de certidões no INSS e era ligada ao grupo de extermínio alvo da operação Centurião.

A operação Centurião foi deflagrada no dia 14 de outubro, em Manaus, e resultou na prisão de cinco policiais militares e um servidor do Tribunal de Justiça, todos do estado do Amazonas.

10 Novembro 2005

SERRA DETONA O TRANSPORTE EM SP

Latas de sardinha

Apopulação paulistana que usa ônibus para ir e voltar do trabalho está outra vez sendo penalizada pelo braço-de-ferro entre as viações e a Prefeitura. Insatisfeitas com a remuneração paga pela administração pública pelo transporte de passageiros, as empresas de ônibus reduziram a frota na rua, principalmente nas zonas Sul e Leste, conforme noticiou em primeira mão este DIÁRIO.De uns tempos para cá, a situação piorou muito e os passageiros sofrem as conseqüências: demora na freqüência dos ônibus, filas enormes nos pontos, ônibus lotados. Ou seja, o cenário que começa a se delinear relembra os tempos mais tenebrosos desse serviço na cidade.Na gestão de Marta Suplicy, inúmeras vezes houve choques entre o poder público e a chamada máfia dos transportes — um conluio entre dirigentes do sindicato de motoristas e donos das viações. Salpicavam greves financiadas por empresários do setor. É inegável que a administração anterior conseguiu barrar essa ação mafiosa, reorganizar o sistema de transporte coletivo na Capital e criar o bilhete único — o que atraiu usuários para o sistema.O que se vê é o surgimento de um novo confronto, que já fez uma vítima: um homem de 37 anos, provavelmente cansado de ficar no ponto em Santo Amaro, pendurou-se na porta de um ônibus superlotado, caiu e foi internado em estado grave. Ora, está em tempo de viações e Prefeitura abrirem diálogo, interrompendo ações de sabotagem (como a retirada sorrateira de ônibus das ruas) e de intransigência. É preciso que se chegue a um acordo sobre a remuneração — sem mexer na tarifa, se possível — e os pagamentos atrasados. O que não dá para aceitar é a população ser massacrada nos ônibus, que voltaram a ficar parecidos com latas de sardinha.http://www.diariosp.com.br/

08 Novembro 2005

SERRA DIZ QUE VAI ACABAR COM O BOLSA FAMÍLIA


Entendendo a fala de Serra, se ele fosse o eleito não haveria Bolsa Família e as pessoas literalmente morreriam de fome. Se ele por um grande azar do destino fosse eleito em 2006, ele iria acabar com o maior programa de transferência de renda do país. Programa esse reconhecido mundialmente como eficaz no combate a miséria! Então fica entendido assim, que Serra se eleito vai acabar com o Bolsa Família. Nós vamos informar o povo disso, vamos informar já.

07/11/2005 - Petistas rechaçam crítica de Serra ao Bolsa Família
Deputados da bancada do PT na Câmara reagiram com indignação às críticas do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), ao Programa Bolsa Família, do Governo Lula. Serra classificou o programa de “assistencialista e eleitoreiro”.O programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reconhecimento internacional. Recentemente o presidente foi homenageado pela ONU, em Roma, pela política de combate à fome no Brasil.As críticas de Serra foram feitas durante a convenção estadual do PSDB, em São Paulo, no último final de semana. Segundo Serra, “os programas de renda mínima se tornaram um instrumento de benesse política. O Bolsa Família está sendo preparado como instrumento assistencialista de política eleitoral".Para o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), “talvez falte análise mais aprofundada do prefeito de São Paulo sobre o impacto do programa de transferência de renda do governo, maior já executado na história do país”. Lembrou o líder que o Bolsa Família é um projeto sério de transferência de renda que unificou programas fragmentados do governo anterior e que trabalha com acompanhamento sistêmico.“Chamar de assistencialista uma iniciativa dessa magnitude é, no mínimo, irresponsabilidade. Talvez pudéssemos perguntar ao prefeito se ele se disporia a perguntar às famílias atendidas pelo programa em São Paulo se elas aceitariam suspender o recebimento”, considerou.Ainda, na avaliação de Fontana, o que poderia ser chamado de eleitoreiro foi a fragmentação de programas no governo anterior que levaram à multiplicidade de repasses de valores baixíssimos – como o Vale Gás, o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação.Para a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), as críticas de José Serra demonstram um ato de “desespero”. Lembrou ela que o Bolsa Família “é elogiado pelo mundo inteiro como uma das maiores e mais eficientes políticas de transferência de renda da América Latina. É um programa que atende às famílias que vivem insegurança alimentar e, ainda, que aperfeiçoou outras políticas, promovendo o processo de unificação que eles (tucanos) não fizeram. Assistencialismo eles fizeram na época deles”, disse a deputada.Para o deputado Nilson Mourão (PT-AC), ao contrário do que “os tucanos” dizem, o governo Lula reorganizou os programas sociais que deixaram de ser eleitoreiros e se transformaram em programas de inclusão social. “Eles não conseguiram atingir o número de famílias que nós atingimos, sempre apostaram contra, sempre apostaram no fracasso”. Lembrou ainda Mourão que o Bolsa Família tem o reconhecimento não só de organismos internacionais, mas também dos beneficiários.

07 Novembro 2005

VAI VOAR PENA PARA TODOS OS LADOS


06/11/2005 - Em carta, deputado mineiro detalha caixa 2 de Azeredo

O deputado estadual de Minas Gerais Rogério Correia (PT) enviou à Executiva Nacional uma carta em que detalha informações que detém sobre denúncias de caixa dois com uso irregular de verbas públicas na campanha à reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, em 1998. Correia diz que entregou ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Ministério Público Federal documentos que comprovam as denúncias.Leia a carta:Belo Horizonte, 4 de novembro de 2005A Ricardo BerzoiniPresidente Nacional do Partido dos Trabalhadores(Solicito que seja encaminhada cópia aos membros do Diretório Nacional)Com meus cordiais cumprimentos, venho através desta solicitar à Executiva Nacional do PT que encaminhe pedido à Comissão de Ética do Senado Federal para abertura de processo para cassação do senador Eduardo Azeredo, pelos motivos que passo a expor.Como deputado estadual em Minas Gerais, venho denunciando a utilização de caixa dois com uso irregular de verbas públicas e de recursos provenientes de empréstimos bancários obtidos, tendo como aval contratos estaduais, na campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo. Acompanhando o trabalho das CPIs Nacionais, constatei que as irregularidades cometidas naquele ano foram feitas pelos mesmos atores de agora: BMG, Banco Rural, DNA, SMP&B, Marcos Valério, Duda Mendonça e outros.Passo a remeter resumo das informações que possuo, colocando-me à disposição para relatá-las em detalhes. Reitero que possuo documentos comprobatórios, os quais entreguei ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais e ao Ministério Público Federal.1. No ano de 1996, após o misterioso falecimento de um dos sócios, Sr. Maurício Moreira da Silva, e a entrada de Marcos Valério para a sociedade, a agência SMP&B Propaganda passa a ser denominada SMP&B Comunicação. Com esta mudança, a empresa deixou de ser exclusivamente uma elaboradora de propagandas e passou a atuar na obtenção de recursos para campanhas eleitorais;2. Entre os dias 25 de maio e 4 de setembro de 1998, o governo do Estado de Minas Gerais promoveu a transferência de R$ 3 milhões para a empresa SMP&B, com conta no Banco Rural. O dinheiro foi repassado através de dois órgãos da administração indireta do Estado de Minas Gerais, as estatais Copasa e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig). A referida importância foi utilizada para patrocinar o evento denominado “Enduro da Independência”, realizado pelo Estado com os trabalhos da SMP&B. O Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o Sr. Eduardo Azeredo e outros dez réus, que foi acolhida e tramitou no Superior Tribunal Federal, retornando recentemente a Minas Gerais para julgamento no Tribunal de Justiça. Não houve licitação e não há comprovação de serviços de publicidade prestados;
3. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) efetuou diversos pagamentos à SMP&B Comunicação em 1998 no valor total de R$ 2.182.512,72.DataValor em Reais
19/6/1998R$ 57.500,00
4/8/1998R$ 75.07/
10/1998R$65.613,25
21/10/1998R$1.673.981,90
¹9/12/1998R$53.713,05
18/12/1998R$ 121.000,00
5/2/1999R$ 60.704,52
7/11/1999R$ 75.000,00
¹Valor dividido em quatro pagamentos distintos, efetuados na referida data.4. Em 22 de outubro, a SMP&B efetuou vários pagamentos a políticos ligados ao ex-governador Eduardo Azeredo. Os mesmos são comprovados por ‘docs’ do Banco de Crédito Nacional e totalizam R$ 1.162.459,28. Ressalta-se também que foram feitos, através de ‘docs’ do Banco Rural, no dia 28 de setembro de 1998, à véspera do primeiro turno, depósitos que totalizam R$ 718.025,00, a pessoas também ligadas ao PSDB, PFL e aliados, com dinheiro proveniente da conta da SMP&B. Os destinatários dos valores foram apresentados por Marcos Valério, no dia 9 de agosto deste ano, à CPI do Mensalão. Ou seja, no dia 21, a Cemig repassou à SMP&B o valor de R$ 1.673.981,90 e a empresa, no dia seguinte, o distribuiu a políticos para ajudar na campanha de segundo turno de Azeredo. Pelo menos os deputados federais Romel Anízio e Custódio Mattos foram beneficiados, além de Paulo Abi-Ackel, filho do relator da CPI do Mensalão, Ibraim Abi-Ackel, e outros deputados estaduais. Para tentar justificar a corrupção eleitoral, a SMP&B apresentou notas frias de gráfica fantasma em nome de laranjas. O presidente da Cemig à época, Carlos Eloi, que autorizou a transferência, era coordenador da campanha de Eduardo Azeredo;5. O Sr. Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha de Azeredo, moveu contra ele uma ação por danos morais e materiais sob a justificativa de que teria contraído dívidas para cobrir gastos da campanha de 1998. Nesta, Mourão afirma que "no epílogo da campanha existia uma dívida de mais de R$ 20 milhões". Na Justiça Eleitoral, o então candidato declarou o gasto de R$ 8,5 milhões, não tendo apresentado dívida alguma. Dá-se, então, como assumiram o próprio senador Eduardo Azeredo, presidente do PSDB Nacional, e Nárcio Rodrigues, que preside o estadual, o uso inequívoco de um imenso caixa dois via empresas de Marcos Valério. A pendenga só teve fim depois que Marcos Valério pagou a dívida do senador com o tesoureiro. O pagamento foi feito por meio do cheque número 7683, de R$ 700 mil (bem inferior à quantia de deputados que hoje respondem em Brasília no Conselho de Ética), emitido por Marcos Valério em 18 de setembro de 2002. O dinheiro saiu de uma conta mantida pelo casal (Valério e Renilda Santiago, sua esposa) na agência Assembléia do Banco Rural em Belo Horizonte. Nos autos do processo que corre na Justiça há um recibo de Mourão acusando a quitação do débito. Coincidentemente, o acerto que Valério fez com Mourão em nome de Azeredo ocorreu numa época em que o senador e o publicitário andaram se comunicando regularmente (53 ligações telefônicas, segundo a quebra de sigilo telefônico de Valério). Apesar do acordo firmado em 2002, Cláudio Mourão voltou à carga contra o senador este ano, ingressando no STF, em 28 de março, com uma ação de indenização por danos materiais e morais. O novo processo de Mourão teve um desfecho igualmente suspeito. Misteriosamente, o ex-tesoureiro retirou a ação, numa decisão tomada em 12 de agosto, semanas após o surgimento dos documentos que apontavam as primeiras ligações de Azeredo com Marcos Valério.6. O Sr. Nilton Monteiro, que participou, à época, da campanha de Azeredo, denuncia que o valor total das contas da mesma chegou ao valor de R$ 53 milhões. Ele apresentou os ‘docs’ bancários dos repasses aos políticos ligados a Azeredo e tem várias outras denúncias esclarecedoras do "tucanoduto" em Minas Gerais. O próprio Marcos Valério disse em seu depoimento à CPI que existem, além dos já apresentados, nomes "graúdos" de outros receptores dos recursos. A bancada do PT deve pressionar a CPI para marcar a data do depoimento do Sr. Nilton Monteiro. Ele quer contribuir. Deve também ser ouvido novamente o Sr. Cláudio Mourão, que mentiu à CPI. O documento apresentado pelo Sr. Nilton, diferentemente do que afirmou Mourão, é verdadeiro, como demonstrou reportagem da revista Isto É.7. O Sr. Rogério Tolentino integrou a corte do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Após sua saída do TRE, tornou-se advogado de Marcos Valério e sócio do mesmo na empresa "Tolentino e Melo Assessoria Empresarial". Ele agiu, enquanto juiz eleitoral, influenciado por suas relações com Valério, inclusive na votação da prestação de contas da campanha do ex-governador, o que pode vir a anulá-la;8. Para tentar esclarecer os fatos, apresentamos na Assembléia Legislativa de Minas Gerais pedido de instalação de uma CPI para apuração de contratos firmados entre as empresas SMP&B Comunicações e DNA Propaganda e outras agências com órgãos públicos em Minas Gerais. A mesma não pôde ser instalada por não termos conseguido recolher o número de assinaturas necessárias, pois os deputados do PSDB, PFL e aliados do governador Aécio Neves não quiseram aderir. Além disto, toda a documentação foi entregue ao Ministério Público Estadual, para o promotor Dr. Leonardo Barbabela (31 - 3250.5046 / 5036) e ao Ministério Público Federal, nas mãos do Dr. Eduardo Morato Fonseca (31 - 2123-9001)Ressalto que não procedem os argumentos de que tudo se passou em 1998 e o senador foi eleito em 2002. O cheque de R$ 700 mil para "calar a boca" do Sr. Mourão foi de setembro de 2002, próximo à eleição, quando tanto Hélio Costa (PMDB) como Tilden Santiago (PT) se aproximavam de Azeredo nas pesquisas. Apertado, pediu apoio de Marcos Valério para garantir o silêncio do tesoureiro. Certamente, caso a denúncia viesse à tona naquele ano, quem estaria ocupando a vaga no Senado não seria o ex-governador Eduardo Azeredo.As informações aqui expostas já foram remetidas ao Sr. Osmar Serraglio e tentativas de agendar reunião foram feitas. Porém, não obtive resposta alguma. Restou-me parecer que o relator somente deseja investigar o PT, deixando de lado o que concerne aos tucanos e assando, assim, uma “grande pizza”.Por tudo isto, o PT tem de solicitar à Comissão de Ética do Senado a cassação do senador Eduardo Azeredo por ser comprovado seu envolvimento com caixa 2, via Marcos Valério, com uso e abuso de dinheiro público. O corporativismo ou justificativa de "governabilidade" da nossa bancada no Senado, ou receio de revide, não pode impedir o Partido de cumprir seu dever.Me permitam os senadores petistas alertá-los para o fato de que devem reagir e não se acovardar frente aos arroubos tucanos. O Sr. Artur Virgílio, que ameaçou dar uma surra no presidente, precisa ser investigado. Pesquisem sua relação com o Banco do Amazonas e empréstimos pré-eleitorais. A ameaça que ele está sofrendo é de perder o discurso. Por isto anda tão valente.Investiguem a estatal mineira Furnas e sua atuação em 2002, o maior caixa 2 com dinheiro público do mundo. Financiamento tucano criminoso. Convoquem o Sr. Dimas Toledo para depor. Vai voar pena para todo lado! A Polícia Federal e o Ministério Público sabem do que falam.Sem mais para o momento, coloco-me à disposição para mais detalhes e com documentos que comprovam tudo o que venho denunciando sobre o senador Eduardo Azeredo.Atenciosamente,Rogério CorreiaDeputado Estadual – PT

06 Novembro 2005


TIRO PELA CULATRA
Denúncia vazia de Veja causa indignação e campanhas contra a revista ganham força na internet


Arte de Maringoni para a campanha de boicote à revista Veja



por Cláudio Gonzalez

A denúncia publicada na última edição da revista Veja sobre a suposta ajuda cubana ao PT nas eleições de 2002 foi mesmo uma bomba. Só que quem armou a bomba estava com pressa e não fez o "serviço" direito. Resultado: ela acabou explodindo no colo da própria revista. Ainda que estilhaços da denúncia mal contada possam atingir o alvo verdadeiro (governo e PT), quem acabou ficando ferida de morte foi mesmo a imagem do semanário da Abril, que há muito tempo já vinha sofrendo de falta de credibilidade.

Prova disso é que nem mesmo jornalistas como Clóvis Rossi, que nos últimos meses vinha se agarrando a qualquer argumento, por mais esfarrapado que fosse, para destilar veneno contra o governo, nem mesmo ele engoliu a estória do "ouro cubano". Em sua coluna de ontem (1/11), na Folha de S. Paulo, Rossi afirma: "O mais elementar sentido comum e um tiquinho de informações básicas bastam para tornar completamente inverossímil a versão publicada pela revista Veja".

Outra oposicionista militante, a "cientista política" Lúcia Hipólito, também se recusou a passar recibo para a frágil denúncia. Em comentário na rádio CBN, Lúcia ponderou que "se tudo não passar de fantasia ou de especulação vazia, a Justiça saberá punir a Veja."

Já o blogueiro Ricardo Noblat, que ocupa 95% do espaço de seu blog com reproduções de artigos e opiniões copiados de outras fontes— preferiu fazer-se de desentendido. De sua própria lavra, quase nada escreveu sobre a "reportagem" de Veja. Num de seus raros comentários, disse que Poleto (um dos que teria feito a denúncia) não estava de porre quando conversou com o repórter Policarpo Junior. "A VEJA - e revista alguma que se leve a sério - publica declarações de um bêbado." Dos quase 150 leitores que comentaram esta afirmação de Noblat, mais de cem discordaram do jornalista. Boa parte deles opinou que a Veja não é uma revista que possa ser lavada a sério.

Ou seja, a armação dos Civita não "colou" nem mesmo entre aqueles que têm como ofício diário difamar e caluniar o governo Lula.

E entre os internautas comuns a repercussão foi ainda mais desastrosa para a revista.

Mobilização via Orkut

No site de relacionamentos Orkut, a comunidade mais numerosa sobre a revista Veja é a "Leu na Veja? Azar o seu!". Até a noite de ontem, esta comunidade já reunia 24.500 participantes —a comunidade ganhou quase 2 mil novos membros desde a publicação da matéria sobre a suposta ajuda de Cuba ao PT. Há pelo menos outras 30 comunidades do Orkut criadas para aglutinar pessoas que não gostam do jornalismo tendencioso e direitista da revista Veja.

Desde sábado (30/10), quando a revista começou a circular com a matéria sobre os dólares cubanos, milhares de mensagens foram "postadas" no Orkut com comentários indignados sobre o teor da referida reportagem de capa. Boa parte destas mensagens questionava a veracidade das informações publicadas por Veja.

A partir destas mensagens, campanhas organizadas de boicote à Veja e até aos anunciantes da revista começaram a se espalhar pela internet.

A que ganhou mais adeptos até o momento é a
petição online, gerada a partir de um site norte-americano que oferece este tipo de serviço público. A petição é dirigida ao Palácio do Planalto e, em que pese o texto um tanto quanto precário, propõe que "providências venham a ser tomadas, e que a revista seja responsabilizada pelas suas reportagens que não correspondem a verdade". Todo internauta interessado em assinar a Petição pode fazê-lo preenchendo um formulário simples (mas em inglês). Depois de preencher, deve clicar em "Preview your Signature". Vai abrir uma nova página pedindo para confirmar os dados como nome e email. Se estiver tudo certo, clique em "Approve Signature".

Já o leitor Emerson Luis sugeriu à comunidade do Orkut a campanha "Tire uma assinatura da Veja". Segundo sua proposta, cada membro da comunidade deveria convencer alguém que assina a revista a terminar a assinatura. "A revista Veja sentirá um bom baque no orçamento", supõe Emerson. "Eu já convenci duas pessoas. Acho que podemos conseguir mais desistências. O momento é bom para isso, porque até em assinantes antigos estou percebendo um certo nojo do jornalismo praticado por lá", diz o leitor.

Boicotar a Editora Abril

A leitora Andresa Ballester prega um boicote ainda mais amplo, que atinja todas as publicações da editora Abril. Ela reproduz o e-mail que mandou para Abril pedindo o cancelamento da assinatura da revista Aventuras na História. "Penso que uma revista que publica matérias sem provas e visivelmente partidárias, não respeita os princípios básicos jornalísticos de ética e imparcialidade, portanto suas informações não são confiáveis. Por se tratar da mesma editora, Aventuras na História e Veja, entendo que o critério seja o mesmo.", argumenta Andresa.

Josenildo Forte de Brito, que também é membro da comunidade "Leu na Veja? Azar o seu!" concorda com Andresa e orienta: "A Editora Abril também é de mandar e-mails para ex e possíveis novos assinantes. Quando receber é só encaminhar de volta o e-mail dizendo o porquê de não querer assinar a revista que a editora está oferecendo (no caso justificar com a manipulação feita pela Veja). Talvez essa seja outra forma de chegar a eles a insatisfação geral com as matérias da Veja.", diz Josenildo.

Estressar os atendentes

Outro grupo de participantes da comunidade propôs que os leitores indignados ligassem para o serviço de atendimento ao leitor, no telefone (11) 3037-2518, para reclamar da publicação.

Elaine Torres ligou e registrou no Orkut que o atendente, de nome Eduardo, perdeu a paciência ao tentar defender o posicionamento da revista e pediu que ela "aguarde os desdobramentos da reportagem, que serão muito importantes".

Para tornar o protesto mais divertido, um leitor sugere todos aqueles que conseguirem estressar os atendentes da editora Abril relatem a conversa no Orkut.

Para Liscio Morais, "não adianta telefonar, é preciso que recorramos ao Procon, principalmente quem reside em São Paulo, é claro que não vamos ter nossa grana devolvida por propaganda enganosa, mas pelo menos vamos dar trabalho ao departamento jurídico da Veja. Quanto mais reclamações, melhor."


"Veja que mentira" e Novae

Mas apesar do frisson que as comunidades do Orkut estão vivendo por causa da matéria sobre os dólares cubanos, há iniciativas de combate à atitude anti-jornalística de Veja que são mais antigas e orgânicas. Uma delas é a campanha "
Veja que mentira". Hospedada no site http://www.consciencia.net, a campanha foi lançada no dia 8 de novembro de 2003, em Belo Horizonte, durante a realização do Fórum Social Brasileiro.

O "manifesto" da campanha afirma que a iniciativa defende o posicionamento crítico "diante das mentiras e das distorções divulgadas pela revista Veja". Pede a denúncia da revista por sua falta de ética e falta de respeito com o leitor e com a cidadania e pede que se deixe de ler e de assinar a revista "até que ela mude de postura e assuma compromisso com a democracia e com a liberdade de expressão, de organização e de manifestação".

Outro site que mantém uma área especial de denúncias contra a revista Veja é a revista eletrônica Novae . Sob o chamado "
Ajude um assinante da Veja a acordar. Uma campanha da Novae para o progresso do jornalismo nacional", a publicação disponibiliza um conjunto de textos que denunciam a forma tendenciosa como a revista trata diversos assuntos da pauta política nacional e enfatiza as relações obscuras da Editora Abril com o PSDB, o PFL e o mercado financeiro.

Num destes textos, o experiente jornalista Renato Rovai, editor da Novae, desabafa; "Esse jornalismo farsante e sangue-azul de Veja não atenta apenas contra os valores da democracia e da ética profissional. Ele ainda abre o caminho para que outros veículos passem a fazer o mesmo e expõe ao ridículo a imprensa enquanto instituição e o jornalismo como profissão. Os tiros do padrão Veja de jornalismo estão sendo dados enquanto o silêncio acomodado da maior parte dos jornalistas segue impávido. Parece que é assim mesmo, que faz parte do jogo. Não é. Não se pode deixar que seja. Os profissionais mais jovens ainda merecem um desconto. Os mais experientes, calados, são cúmplices. Estão ajudando a desmoralizar a profissão. E pagaremos todos por isso." (
Clique aqui para ler a íntegra)

A jovem Ferds Vin Telli, que também participa das comunidades anti-Veja do Orkut cita uma frase de Albert Einstein que representa bem o sentimento dessa "galera" que não está disposta a assistir parada o "mal acontecer". Segundo Einstein "O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer".

Por um Brasil melhor


É consenso que a educação é o melhor caminho para o desenvolvimento econômico, social, político e cultural de uma nação. Instrumento fundamental para a construção de uma sociedade menos desigual economicamente e socialmente mais justa.
Em recente artigo relatamos vários avanços que o atual governo federal vem obtendo em comparação ao anterior (crescimento econômico, exportações, aumento do PIB, criação de 3,5 milhões de empregos com carteira assinada, bolsa-família com atendimento a mais de 8 milhões de famílias etc.), apesar das dificuldades que os países emergentes enfrentam diante das instabilidades típicas da economia globalizada e das imposições das grandes economias, à frente os Estados Unidos.
No Brasil, durante quase duas décadas, as políticas públicas implementadas pelo governo federal se orientaram pela política econômica “monetarista”, limitando o investimento em programas e projetos sociais. Em grande medida a postura conservadora e tecnocrata dos governos anteriores pode ser explicada pelo “alinhamento” à política neoliberal de Ronald Reagan e Margareth Tatcher, implementada também no Brasil por seus seguidores.
Embora reconheçamos a importância do processo de construção de uma economia menos instável, que vem se consolidando e se estabelecendo como um dos fatores determinantes para o aumento da credibilidade dos investidores e do mercado internacional, é preciso ressaltar que a obsessão por uma moeda “forte” limitou os investimentos em áreas sociais, com destaque para a educação.
Apesar de o tema requerer um detalhado percurso pela Educação, desde a pré-escola até o ensino superior, passando pelo fundamental e médio –– os quais trataremos em outra oportunidade –– iremos nos ater na retomada dos investimentos no ensino superior, cujos resultados têm sido alentadores, embora não sejam amplamente divulgados.
O Programa de Expansão –– Sistema Federal de Educação Superior, que inclui a criação de novas universidades, implantação de novos campi espalhados por todo território nacional, democratização do acesso e que oferece oportunidades para os jovens carentes, os afrodescendentes e para as nações indígenas, é a principal meta do Ministério da Educação. O projeto já se constitui como o mais ousado programa de ampliação de vagas para o ensino superior das últimas décadas.
Através dele estão sendo criadas duas novas universidades: a Universidade Federal do ABC, formada por três centros acadêmicos: Centro de Ciências Naturais e Humanas, Centro de Matemática, Computação e Cognição e o Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas, com oferta de 20 mil vagas para graduação, 2.500 em cursos de mestrado profissional e 1.000 em cursos de doutorado; e a Universidade Federal do Pampa (UFP) que será integrada por dez pólos municipais daquela região gaúcha, oferecerá 26 cursos de graduação, a fim de atender mais de 10 mil alunos.
Este programa inclui também a implantação de universidades criadas por transformação: Universidade Federal do Triângulo Mineiro (em Uberaba, MG); Universidade Federal Tecnológica do Paraná, distribuída em sete municípios daquele Estado; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri (Diamantina, MG); Universidade Federal de Alfenas (Alfenas, MG); e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Também estão sendo criadas, por desmembramento, a Universidade Federal da Grande Dourados (MS) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Santa Cruz das Almas (BH). A Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Pernambuco foi inaugurada em março deste ano.
Em toda a história do Brasil, desde o descobrimento, foram implantadas 26 universidades federais. Só o governo do presidente Lula criará 11 novas universidades, além de 43 novos campi universitários: três na região sul; nove na região sudeste; oito no norte do país; 17 no nordeste; e seis na região centro-oeste.
Para além da ampliação do sistema público de ensino superior que vem incluindo anualmente uma média de 122 mil novos alunos, o governo Lula incorpora, através do ProUni –– Programa Universidade para Todos, mais 120 mil novos alunos em instituições privadas de ensino superior, por meio da concessão de bolsas de estudo, sob o controle público. Isto representa um total de mais de 240 mil novas vagas anuais.
Esse esforço notável do governo federal vem provocando uma reação positiva em diversos Estados da Federação, com aumento de instituições de ensino técnico e superior, criando um círculo virtuoso no ensino público brasileiro.
O expressivo avanço que o ensino superior vem tendo durante o governo Lula é o resultado de uma vontade soberana de colocar o Brasil entre as grandes nações, sem qualquer injunção externa. Ironicamente, pela perseverança pessoal de um presidente que durante muitos anos, e ainda hoje é discriminado por não ter curso superior. Talvez por isso mesmo quer oferecer à juventude brasileira a chance que ele não teve.
Da mesma forma que no artigo anterior, queremos concluir que a solução para as mazelas atuais, e elas existem, não está na volta ao passado, mas no futuro.

Lambanças e trapaças
01) - Os neoliberais tucanos, à frente FHC, desenvolveram a tese que era preciso diminuir o Estado e se dedicar às suas tarefas primordiais de prestação de serviços públicos: saúde, segurança, educação etc. Usaram ainda, o argumento de que o resultado da venda do patrimônio público brasileiro poderia ser usado para amortização da dívida pública (interna e externa). Os R$ 123 bilhões arrecadados (e de destino incerto) com a venda de estatais e privatização dos serviços públicos, não só não ajudaram a melhoria dos serviços públicos, tampouco foram utilizados para a redução da dívida. Ao contrário, a dívida pública cresceu assustadoramente. De R$ 60 bilhões em 1995 para cerca de R$ 660 bilhões em 2002. Notem que em um período de oito anos, a dívida cresceu 11 vezes. Uma grande lambança.
02) Em 1997, para aprovar a emenda da reeleição, alguns deputados federais, conforme amplamente divulgado pela mídia na época, receberam quantias de até R$ 200 mil. Diante do escândalo, alguns chegaram a perder seus mandatos, mas a medida não foi revogada. A Emenda Constitucional garantiu a reeleição de FHC. Uma grande trapaça.

05 Novembro 2005

04/11/2005 - Valerioduto abastecia PSDB, diz revista

Um esquema de desvio de dinheiro público para abastecimento de caixa dois de partidos políticos teria ocorrido entre 1997 e 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). É o que informa reportagem da edição desta semana da revista Carta Capital. A denúncia também foi publicada na edição desta sexta-feira do jornal Diário do Grande ABC (clique aqui).De acordo com a publicação, contrato assinado em 1997 entre a Fundacentro (autarquia vinculada ao ministério do Trabalho) e a agência mineira de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, estaria forrado de irregularidades, segundo ações que correm na Justiça.Sobrariam evidências, de acordo com trecho de ação citada na reportagem, de fraude na licitação, pagamentos indevidos e superfaturamento de preços.Além da SMP&B, outra empresa de comunicação (a gaúcha Quality) teria se beneficiado do esquema. Ambas negam as denúncias, e dizem ter recebido por serviços efetivamente prestados.Numa das ações, de acordo com a Carta Capital, calcula-se que R$ 24.905.571,84 (ou R$ 42 milhões em valores atualizados) escoaram do governo para as duas empresas. O maior fluxo se deu justamente no segundo semestre de 1998, período em que a agência de Valério comprovadamente irrigou as contas da campanha do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, à reeleição.A revista informa ainda que a investigação estaria emperrada desde 2002, quando a Justiça determinou o rastreamento dos recursos que teriam sido desviados.O Banco Central, porém, não atendeu à solicitação. Pelo menos R$ 5.752.815,81, em valores de 1998, são considerados "desvio direto de recursos".Humberto Parro, ex-presidente da Fundacentro à época, seria réu em Ação Civil Pública iniciada em abril de 2002. Ele nega as acusações. "Sou completamente inocente. Fui eu que descobri o desvio de recursos", disse ele à Carta Capital.Parro, ex-prefeito de Osasco entre 183 e 1989, é amigo de Fernando Henrique Cardoso e militante histórico nos quadros do PSDB. Chegou a ser cotado para assumir um cargo na gestão de José Serra à frente da prefeitura de São Paulo.Leia também:Fundacentro desvia R$ 32 mi na era FHC e Valério recebe a maior parte